11 de fev de 2009

Caiu na rede é curva de rio!

Para algumas situações eu sou lenta.
Eu não noto certas intenções em determinadas situações.
Vou contar uma!

Trabalhei numa empresa pequena e fazia tudo lá: atendia a porta, servia café, atendia fornecedores, fazia reuniões com clientes, consertava a internet, chamava técnicos de limpezas de privada (para não chamar de desentupidor), trocava lâmpada, etc...

Numa destas eu acabei conhecendo um senhor muito bonzinho chamado Toshiko, pelo nome não preciso dizer que era oriental.

Toshiko sempre ia na minha sala para contar das filhas, dos problemas que tinha em casa, das viagens que havia feito e eu sempre ouvindo, interagindo, trocando informações a respeito de suas viagens também, sendo uma grande amiga.

Ele era responsável por toda a instalação interna de telefonia e rede da empresa. Entendia e conhecia cada parte da empresa de cor e salteado e eu sempre muito educada e solícita a Toshiko. 
Nunca notei nada de estranho dele em relação a mim.

Como tudo na vida um dia termina, eu recebi uma proposta de emprego bem melhor e sai de lá, porém liguei para cada fornecedor e cliente para me despedir. 

Toshiko disse ficar muito chateado em saber que não poderia mais conversar com sua amiga e passou seus telefones pessoais para qualquer problema que eu tivesse relacionado a telefonia e rede.

Depois de algum tempo eu decidi colocar wifi no flat e lembrei do Sr Toshiko.

Liguei para ele solicitando ajuda e ele prontamente atendeu e marcou para resolver o problema.
No horário combinado, Toshiko estava em minha porta: todo arrumado, perfumado, gel no cabelo, a barba rala, mas feita e com um buquet de rosas na mão.

Não entendendo exatamente o que estava se passando pela cabeça dele abri a porta e perguntei:

- Oi S. Toshiko, tudo bom? Que elegância! Vai sair depois de instalar a internet aqui?

- Non Deodola (ele não falava muito bem português) vim sair com você!

- Sair comigo? Não S. Toshiko, a instalação é aqui em casa mesmo. (já um pouco preocupada)

- Eu sei, mas eu quelo sair com você. Só faço instalação se sairmos para tomar shopping.

- É chope S. Toshiko, o SENHOR vai desculpar (eu falei o mais alto que pude esta parte, notando que as intenções estavam um pouco diferentes), mas eu não posso. Tenho que estudar umas apostilas do serviço.

- Não Toshiko paga janta!

- S. Toshiko, agradeço muito a delicadeza, mas não vai dar. O combinado éramos fazer a instalação da internet, agora sair não posso.

- Então não faço serviço, xau!

Depois de alguns segundos em estado de choque eu entreiu em casa e liguei para contar para a Fabi.

"- Poxa Déo, você não se ligou que ele foi todo arrumado e com flores nas mãos?"

- Na verdade só percebi mesmo quando vi as flores, mas vou falar o que? S. Toshiko, fico feliz que esteja achando que vou pagar o seu serviço prestando serviços específicos ao senhor, porém não trabalho com este tipo de serviço! Não né. Tive que fingir que não entendi nada

" - (gargalhadas) Déo só você mesmo!"

- (risos e mais risos) Com certeza, caiu na rede aqui ...você já sabe! É curva de rio!!!!!

Reações:

1 comentários:

A Déo não perdoa nem japa!

Ou China...

Ou... Ah, whatever! O carinha de "zóio" puxado!