20 de dez de 2010

A Déos ano velho...

Sinto-me na obrigação de escrever para vocês minhas queridas e meus queridos leitores.
Na verdade de uns tempos para cá, não aconteceram tantas coisas assim.
Minha vida anda numa calmaria que dá até aflição...parece que a qualquer momento um gatíssimo vai sair de um bolo cantando "aiii eu te amo meu amor, o meu corpo ferve por você!"
Porém, vou contar uma última historinha do ano.
Sabe aqueles rolos mega hiper enrolados, que são piores do que aqueles ex-namoros que não tem fim?
Estava com um tipo deste há um tempo atrás, nos apaixonamos muito rapidamente (LEGENDA: traduza por "me apaixonei muito rapidamente").

Ele dizia "nós", mas vocês podem traduzir sempre como "eu".

Voltando ao assunto..."nós" nos apaixonamos muito rapidamente, "nós" achamos que havíamos encontrado o chinelinho de nossas vidas, como a sábia frase: "há sempre um chinelo velho para um pé cansado"...
Então, "nós" fazíamos o possível e o impossível para que estivessémos sempre juntos, pois "nós" acreditávamos nisto.
"Nós" inclusive, deixávamos compromissos importantes para estarmos juntos.
"Nós" nos ferramos bastante sabe?
Enfim, diante deste contexto de amor e paixão UNILATERAL, fiquei por um tempinho à disposição.
Só que com o passar do tempo, "nós" vimos que "nós" dois juntos não estava tãooo bom assim!
"Nós" nos desgastávamos demais nesta paixão e saíamos mais fracos do que fortes!
Claro que passei por todas as fases de fossa: fiquei naquele estado perambulando tipo zumbi na balada que enche a cara e no final volta chorando pra casa dizendo que ele era o verdadeiro e único amor, que ouve as músicas da época de enrosco e chora, que fica desenhando corações cortados no caderno (sim, parecemos adolescentes), que escreve um e-mail 1000 vezes e deleta porque não tem coragem de mandar para ele dizendo que ele é um idiota que não sabe o que perdeu e que agora não tem mais chance (e você não manda justamente por isto, porque fica com medo dele entender o recado e nunca mais aparecer na sua vida), que fica revoltada falando que NUNCA mais vai beijar, namorar ou qualquer outra coisa com homem algum e blablablá...
Depois deste estágio deplorável em que os ouvidos das amigas já não aguentam mais, pulamos para outro estágio, o estágio conhecido como "você vai se arrepender de ter mexido comigo" mais conhecido como estágio vingança.
Neste estágio você pode fazer o que quiser, mas seu objetivo final é acabar (no bom sentido) com o sujeito. De uma forma sutil, lenta e delicada.
Foi quando decidi criar um diário de bordo que mandava semanalmente para ele.
Claro que este diário não era um diário comum, eram sempre umas historinhas bem bacanas, onde eu me dava bem e sempre aparecia algum cara maravilhoso aos meus pés. Ele começou a se interessar pelas histórias, começou a responder e-mails, demonstrar ciúmes, disse até que estes caras não tinham conhecimento de que eu já estava comprometida e de que ele estava comigo e mais um monte de frases sem sentido.
Sem sentido porque ele não me encontrava, não me procurava, apenas respondia os e-mails dizendo coisas deste tipo.
Começou a não dar mais certo, porque ele lia os e-mails e jogava todo seu charme para mim e eu me sentia amolecida. Comecei a achar que ele tinha realmente se arrependido e fui aos poucos desistindo da vingança!
Ou seja, o tiro saiu pela culatra.
Lá estava eu deixando vários diários de bordo prontos, um mais interessante que outro e me segurando para não mandar DOIS na mesma semana...
Aquilo virou um vício e ele esperto do jeito que é deve ter se ligado porque toda semana eu tinha uma história fabulosa para contar.
O resultado é que ele começou a não responder mais os e-mails e eu comecei a ter diários compulsivos!!!! Podia ter produzido melhor e ter feito um livro! Um absurdo...
Dei conta do estrago quando já estava mandando todos os dias alguma história!
Depois de tanta coisa e nada ao mesmo tempo eu finalmente sumi da vida dele.
E muito diferente do que ele dizia, ele também sumiu da minha vida.
Hoje "nós" vivemos bem, muito bem!
"Nós" encontramos a cura...e vivemos felizes para sempre!

24 de nov de 2010

Déo zebra!!!

Começamos do avesso
Temos um amigo em comum...Nos vimos numa festa. Não nos falamos (nem oi, nem nada)

Nos adicionamos nas redes sociais (mentira ele quem me adicionou) ainda achei que fosse engano. Aceitei!!
Viajamos com a mesma turma e nada.

Não trocamos uma palavra se quer e todo mundo falando para mim que ele estava mega interessado...pensei - interessado no que? Em ler meus pensamentos? Só se for...

" Ah é que ele é muuuuuuuuuuuito tímido! Se não está falando com vc é porque tem motivo "
Óbvio que tem, pensei mais uma vez!
Se não está falando comigo é porque não gostou mesmo...só isso...
" Não, ele é homem para levar a sério! Não gosta de zoeira"
Bom, eu to com cara de dançarina de funk, é isto!
" Vai por mim, eu conheço ele e sei como ele age...fica na sua"

Mais na minha IMPOSSÍVEL só se eu me enfiar num buraco.
Ai apareceu uma festa de aniversário com OPEN BAR para as mulheres, pensei - vou enfiar o pé na jaca e nesta festa a coisa rola.

Me enfiei inteira na jaca. Da cabeça aos pés!
Cheguei toda animada achando que naquele dia, diante de tantas confirmações sobre o amor dele por mim, seria a nossa noite!
E foi mesmo!

Um homem tão interessado em mim e tão tímido, com certeza precisa ficar com outra mulher na minha frente para que eu não perceba que ele está interessado em mim, senão eu posso desconfiar.

E foi exatamente isto que aconteceu.
Ele continuava a não falar comigo (sim, neste primeiro momento não estava falando comigo não)eu comecei a aumentar a intensidade do alterocopismo...fui bebendo, bebendo, bebendo e tudo começou a ficar bem divertido.

Comecei a bater papo com ele todas as vezes que o encontrava...falava o tempo inteiro que nós dois éramos mais divertidos bebendo (sim, ele também aproveitou o alterocopismo e também estava divertido como eu)

Lembro que em determinado momento um cara que era por sinal muito bonito e interessante começou a dar em cima de mim...acabei não me rendendo aos chamegos do fofo...

Final de balada...eu já cantando em tempo recorde de 10 minutos a seguinte frase "...hoje eu vou tomar um porre não me socorre eu vou beber..." ele dançando macarena. Cena inesquecível!!!!

Fui me despedir
Ele dançando até o chão
Eu quase caindo no chão
Ele perguntando se eu estava me sentindo bem
E eu falando para ele nao abaixar muito senão ele nunca mais levantava
Ele me pede para ajudá-lo a levantar
(sim, ele acabou ficando sentado no chão)
Eu fui ajudar e acabei sentando também!!!
Ficamos rindo feito tontos!!!!!!
Fomos levantar e batemos a cabeça...típica cena romântica de novela, mas no nosso caso foi ridículo mesmo, pois o galo ficou por alguns dias.
Depois disto tudo, rolou o beijo...
Completamente sem noção
No dia seguinte ninguém lembra de nada ou finge que não lembra...no dia seguinte não digo porque a ressaca estava falando mais alto que tudo.

Um tempinho passa e viramos amiguinhos: conversas diárias, informações sobre vida, família, emprego, objetivos, aquelas coisas todas que deveríamos saber antes de ficar, decepções amorosas, casos do dia-a-dia, ajuda em dia triste e por ai vai, ou seja, amigos!

Chegamos a conclusão de que não tínhamos absolutamente nada a ver, além de nos tornarmos amigos.

E o mais curioso de tudo isto?
Ainda falam que ele gosta de mim!!!

1 de set de 2010

Déonomenos, ou melhor, Fenômenos...

O ano não acabou, então não podemos fazer um balanço do que ele foi.
Só que se eu olhar o que já me aconteceu este ano posso dizer que teria um livro.

E para ser mais específica falo da minha vida amorosa mesmo!!!
O começo do ano foi o resto do ano passado...aquilo que sobrou e não tinha curado...então para distração procurei alguns beliscos daqui e outros de lá.

Aí um dia fui com a Tati e a Van numa baladinha não muito bem recomendada, pelo que diziam os caras pegavam pesado lá.

No meio de tantos Ogros, encontrei um gatinho fofo, educadíssimo, lindinho e que não desgrudou de mim...no dia seguinte me liga todo apaixonado e diz:
- Onde você está?
- Estou com a Tati no shopping!
- Posso ir ai para te dar um beijo? Eu vou, te dou um beijo e volto!
(eu quase dando meus pulinhos ao Santo Antonio respondo)
- Podeeee, claro.
Ele chega lá todo interessado, carinhoso...falando dos nossos planos de viagem! Que quando a gente viajasse eu ia adorar que ele conhecia umas praias lindas e tal...

Passamos umas três horas: eu, ele e Tati.
Na hora de ir embora, ele me da um beijão, nos acompanha de carro até a entrada para a nossa casa e segue seu caminho...seu caminho para NUNCA mais!
Sim, depois de uma semana eu liguei e ouvi dele um "eu te ligo" ( que é o mesmo que até nunca mais)...

Em outro momento deste mesmo ano encontrei um cara bemmmmm bacana.
Sabe aqueles que de cara a gente sabe que é o que estamos procurando?
Mas ele não tinha esta certeza comigo...começou a falar da Tati em cada 5 palavras que ele dizia: "A Tati é linda ne?", "Como a Tati é legal", "Nossa a Tati é uma pessoa que vale a pena conversar", "Você já reparou no sorriso da Tati?"...comecei a achar algo estranho...

Ai pensei que os "fenômenos" haviam cessado afinal de contas, muito pesadelo para uma pessoa só.

Mas nãoooooooo...como se não bastasse isto tudo, na frente do meu apartamento, isto quer dizer no apartamento em frente ao meu, surge um cara muito interessante!

Em dois dias já estávamos próximos...mas foi naquele momento carente que todas nós mulheres conhecemos bem, estava me sentindo meio enferrujada e quis beliscar...só que para ele o assunto já estava sério.

Só que ele tinha umas atitudes meio estranhas: um dia estava feliz da vida e me tratava super bem, outro dia nem falava oi no hall. Um dia lotava minha casa de flores com bilhetes românticos.

Às vezes ele passava uma semana na casa de outra pessoa da família.

Às vezes eu recebia mais de 15 cartas debaixo da porta num mesmo dia dele.
A coisa ficou séria e achei melhor contar para minha amiga psicóloga.
Ela em recomendação disse: "É melhor você se afastar dele antes que ele suma e vc sofra"

Sofrer???????????? Impossível sofrer...aquilo era o sofrimento.

Comecei a ter pesadelos horríveis.
Ele sempre aparecia do além de algum lugar tentando me pegar, tipo Jason! Socorro!

Um belo dia ele vira para mim e diz que queria me pedir um favor
(medo, pensei)

- Déo, a gente já está um tempo juntos - na cabeça dele estávamos, na minha ficamos duas ou três vezes no máximo - só que eu preciso te contar uma coisa!
- Hmmm, o que?
- Estou me mudando para Porto Alegre, mas quero que você cuide deste vaso, pois quando eu voltar quero ver as flores ai.
- Ah! t a... (o que as flores tem a ver com isto?)
- Queria te dizer mais uma coisa!
- O que?
- Acho que é melhor sermos só amigos eu me apaixonei pela Lú.
- Lú? Minha amiga Lú?
- É...não se ofenda...ela ainda não sabe, mas vou me declarar hoje...tudo de bom pra você, tchau

Pausa para muitas gargalhadas!
Alívio, pensei!

Mas também era justo, o bonitão queria a Tati e eu dancei e o doidinho a Lu e eu me dei bem...
Contei pra elas duas e sabem o que elas falaram???

CAI FORA DEODORA!

PS - E isto que o ano ainda NÃO terminou!

19 de ago de 2010

O Déo e a Benê, não, a Déo e o Benê

Uma amiga minha, a Madá (ela chama-se Madalena) estava passando por uma situação delicada na vida...vou explicar melhor: ela não sabia se gostava de meninos ou meninas.

E nesta fase ela queria que eu a acompanhasse nas baladinhas heterossexuais e homossexuais. Nas heteros era para ela sacar qual era a dela com os caras e nas homos, para não dar bandeira à sua família (que até então não sabia de nada e ainda desconfiava que o negócio era comigo)
Eu não me incomodava de acompanhá-la, pois caráter não é medido pela opção sexual, nunca fui uma pessoa de preconceitos, mas sempre deixei CLARO a ela que não compartilhávamos da mesma opção sexual.

Num sábado ela liga em casa SUPER ANIMADA e diz:
- Déo, to aqui com a Benê (seu nome era Carolina, não sei porque seu apelido era Benê!)e nós vamos até a Clube Z (acho que era este o nome) e vamos passar ai para você se arrumar e ir com a gente!!!!!!! (para quem não conhece São Paulo, Clube Z ou algo assim era uma balada GLS, mais voltada para o público feminino, ou seja, 99% eram mulheres interessadas em mulheres) e para quem não conhece a Benê, a primeira vez que eu a vi chamei de O BENÊ!
Ela é uma mulher que praticamente errou o sexo. Seu cabelo é longo, mas vive preso, suas unhas são curtinhas, só veste roupa de homem (calça bemmmm baixa, camiseta e usa boné ou boina), tem olhos claros se você olhar bem até acha uma barba e numa primeira olhada você acredita que é um homem.

Enfim, diante de toda a empolgação dela falei:
- Tá bom...podem vir!
- Mas Déo a gente tá indo AGORA...inclusive, atende a campainha que sou eu na porta! risos...

Visualizem a situação: eu tinha ACABADO de sair do banho, estava de roupão com os cabelos molhados. Na hora não tive dúvidas, sai assim mesmo e abri a porta.

As duas foram até meu quarto e eu falei:
- Sentem ai que eu vou terminar de me trocar..

Só que nestas de ir me trocar eu acabei esquecendo que a Benê era o Benê e fui e voltei para meu quarto várias vezes com roupas e mais roupas perguntando qual era boa, vestia e trocava de roupa e notei que a Benê nem olhava para a minha cara.

Encontrei uma roupa que não fosse nem muito feminina e nem muito masculina para não causar impacto algum, se bem que o impacto seriam as duas que iam comigo, pois elas eram as meninas MAIS conhecidas no mundo GLS.

Tudo pronto, fomos para a baladinha!
Eu falei para a Madá:
- Madá como hoje é balada quase 100% de mulher eu não vou ficar muito tempo porque você vai se perder lá e eu vou ficar sozinha me sentindo meio fora do meu habitat ta?
Nisso o Benê fala:
- Imagine Déo, hoje você é minha!!! risos
Eu só não me enfiei debaixo do banco do carro porque é pequeno demais para mim...

Chegamos na balada e várias meninas, mulheres e pseudo-homens vieram ao nosso encontro, Madá e Benê eram as mulheres mais visadas do ambiente e como eu estava com elas, era também!!! Peguei uma tequila, minto, peguei algumas tequilas e fomos andando.

Em meio a algumas passadas de mão e alguns elogios nos ouvidos, consegui me sair bem, até que Benê apareceu:
- Déo, fica aqui comigo que hoje a mulherada está muito atacada! Eu te protejo!
- Ah é? (como se eu não soubesse que nós mulheres somos assim, "atacadas", independente se o interesse é mulher ou homem)
- Então Déo, sente-se aqui comigo, vamos bater papo. Faz tempo que a gente não conversa ne?

(A gente nunca conversava, nunca, nunca, aliás eu só sabia das coisas dela pela Madá e mesmo assim não era nada demais)

- Pois é, como vai seu trabalho?
- Risos e mais risos, ah Déo, não vamos falar sobre coisas sérias no momento! É sábado dia de festa...você tem que relaxar!!!!!!
- Onde fica o banheiro? (pra que eu fui perguntar isto? Senti um sorriso meio sinistro saindo dela)
- Vem comigo gata, eu te levo.

O banheiro era obviamente unisex, até ai tudo bem, mas ela queria entrar comigo no banheiro, pois como ela mesma falou "pra quem te viu trocando de roupa, dividir este momento não é nada". Ai eu inventei que estava com dor de barriga e a tequila não tinha feito bem e inventei mais trocentas outras coisas que ela acatou e ficou me esperando do lado de fora...

Depois de um tempo de relaxamento e concentração sai do banheiro.
- Vem Déo, preciso te confessar uma coisa!
A dor de barriga voltou, mas não pude voltar para o banheiro.
- Déo, você sabe qual é a minha fama né?
- Nããããããooo...qual é?
- É que eu só gosto de ficar com mulheres que não gostam de mulheres. A Madá é exemplo disto. Ela gostava de homem, depois que ficou comigo começou a gostar de mulher. E você é a típica mulher que me interessa!

Vocês devem estar se perguntando: "tá bom Déo, você quer que a gente que te lê sempre acredite nesta história" pois eu garanto que isto aconteceu. E sim, foi comigo!

- Benê respeito total a sua escolha, tenho amigos gays, tenho a Madá que não tá nem lá e nem cá, mas eu realmente não gosto de mulher. E a Madá desde sempre é apaixonada por você, ela começou a querer ficar com mulher por sua causa...(droga, droga, droga, não era para contar) mas é que...
- A Madá???? Apaixonada por mim?
- Não! Quer dizer, sim, mas assim ela comentou por cima sobre isto e agora acho que ela já superou isto né? Já faz tempo e...
- Cadê a Madá? Déo, vamos achar a Madá! Preciso falar com ela urgente!
- Benê preciso ir embora porque a dor de barriga piorou...
- E eu preciso achar a Madá...
- Eu acho que é aquela ali em cima se segurando num poste...será que ela tá passando mal?
- Gargalhadas!!!!!!! Déo não é poste, é uma gaiola e sim é ela mesmo.

Déo vai embora, você não está legal mesmo! Não sabe nem identificar uma gaiola!

Salva pela gaiola!!!!! pensei
- Tchau Benê, boa sorte ai hein?

Uffa, consegui sair de lá com mais algumas passadas de mãos e alguns bilhetinhos no bolso (que eu não percebi colocarem)
Sabem que as mulheres são muito mais delicadas nos comentários?

Os bilhetinhos são fofos, mas mesmo assim não consegui me identificar nem com o Benê e nem com a Benê, mas fiz a Madá e a Benê namorarem por longos anos!!!

12 de ago de 2010

Déo e seus Lábios Compartidos

Estava pensando como seria uma das minhas histórias no modo mexicano de ser...lembrei de uma história que me aconteceu há alguns anos atrás...

Eu, Déo, nesta história sou Mercedes.
Eu estava me preparando para uma saidinha básica num dia qualquer.
Cecília Gabriela minha fiel escudeira (entende-se por Patty) e eu fomos no local de sempre a procura de uma boa música, boa bebida etc...

Como de costume pegamos uma mesa estratégica para ver a banda e as pessoas, bebemos nossos birinights (acho que não existe birinights no México né?) refazendo bebemos nossas tequilas, dançamos, ouvimos a banda, etc...
Mas aquele dia não era o mesmo para Mercedes, ou seja, para mim.
Não, não mesmo!

De longe avistou sua rival, Maria do Bairro!

Maria do Bairro estava com seus amigos: Custódio Augusto, Fabiano Cuervo e Ricarda Eduarda! Eles estavam dançando distraidamente.
Maria do Bairro na verdade não era sua rival, apenas que elas duas haviam se apaixonado pelo mesmo "hombre"

Depois de algum tempo aparece Juan Pablo, o "hombre"! Juan Pablo chega sem ver nenhuma das duas. Fica em seu canto bebendo algum drink caliente e de hombre do México (que não sei dizer)

Mercedes não sabe como reagir e sua amiga Cecília Gabriela pede calma!
Juan Pablo vai se aproximando de Maria do Bairro, eles começam uma conversa, Mercedes fica mais tensa ainda e Patty, ou melhor, Cecília Gabriela pede MAIS CALMAAA!!!!!

Depois da conversa com Maria do Bairro que sai aos prantos, Mercedes decide conversar com ele.
- Olá Juan Pablo, tudo bom?
- Vovovovocê aqui?
- Ssisisisisisimmmm eu aqui (meu coração estava na boca)
- Que surpresa!
- Vim ouvir minha rumba Juan Pablo!
- Adorei revê-la Mercedes! Saudades!
- Eu também Juan Pablo!

Mercedes sai como se nada tivesse acontecido tentando ignorar o fato de estar completamente apaixonada por Juan Pablo.
Maria do Bairro não tira os olhos dela!

Como se não bastasse esta situação toda, aparece Alberto Estrela, uma antiga paixão de Mercedes. Alberto Estrela bem mais despojado já chega abraçando-a!

- Que saudadeeeeeeeeeeeeeee Mercedes, quanto tempo! Você sumiu, mas continua linda!
- Alberto Estrela, por favor! Não tente me conquistar. Sua chance já foi!
- Mas Mercedes! Eu te amo!
- Tarde demais Alberto Estrela, meu coração já tem dono!

Alberto Estrela sai como um cão sem dono, ou melhor, como um pierro sem dono.

E Mercedes percebe que Juan Pablo não tira os olhos dela.
Mercedes diante desta situação, não sabendo o que fazer olha para Cecília Gabriela que está aos beijos e abraçados com Otávio Augusto e decide sentar em sua mesa.

Maria do Bairro a esta altura já tinha ido embora.

De um lado Juan Pablo com seu drink, do outro Alberto Estrela que não tirava seus olhos sobre Mercedes.

Mercedes decide então aproveitar a situação...sai de sua mesa e vai para a outra área do local onde nenhum dos dois estão por perto...mas Juan Pablo segue Mercedes que não resiste e beija Juan Pablo.
Passado algum tempo ela diz que vai embora...

No caminho de saída fala para Alberto Estrela que está de partida e vai embora.

Na porta de seu carro Alberto Estrela segura a maçaneta da porta do carro e lhe dá um beijo de novela mexicana...

E por fim Juan Pablo e Alberto Estrela nunca mais aparecem em sua vida!

22 de jul de 2010

Eu nunca Déosisto!

Estava à toa em casa quando minha amiga Cris liga:

- Déo, o que você vai fazer hoje a noite?
- Nada, é feriado aqui, tá tudo parado.
- Ótimo, vamos comigo num casamento, depois vamos jantar num restaurante que tem música ao vivo, topa?
- Ah, pra quem ia ficar em casa mofando, nada mal ver uns senhores da terceira idade dançando...topo!

O casamento foi uma festa: vesti a noiva, ajudei a arrumar as daminhas e saimos em comboio para o casamento!
Da cerimônia fomos direto para a tal "festa".

O que eu não sabia é que a banda que ia tocar não era assim algo tão ruim...
Como todo início de festa, a banda começou com as músicas mais lentas e depois foi aumentando a intensidade da batida e das músicas. Notei que o cantor olhava muito para mim, mas pensei "devo ser o ponto cego dele".

Vocês já ouviram falar no ponto cego de um cantor? É o ponto onde ele não vê ninguém e assim sendo não se distrai ou se intimida com algo.

A noite inteira ele ficou olhando no ponto cego, o único ponto é que o ponto cego, no caso eu, andava de um lado para o outro e ele seguia. Quando já estávamos quase indo embora a Cris que tinha se engraçado com o percussionista da banda foi pedir justamente ao cantor o telefone do percussionista.

FATO - ele veio puxar conversa comigo.
CONTATO - trocamos contatos virtuais...ele roubou um selinho de raspão o que foi suficiente para achar que o restante não seria nada mal.
ENCONTRO - na semana seguinte já marcamos de sair. A conversa fluiu, as afinidades também e como tudo estava indo bem o beijo também rolou...
PAUSA - estrelinhas piscantes na hora do beijo contemplavam a cena, ele era irresistível, devia ter algum problema...ou eu tinha algum problema!!!
PROBLEMAS - vivia fazendo show, não tinha emprego fixo, não tinha folga, não podia falar comigo no telefone de casa, não gostava apenas de mim, não tinha a idade que eu calculava e muito menos a maturidade que eu imaginava...
TEIMOSIA - embora tudo isto, resolvi "arriscar" (entenda "arriscar" a mesma coisa que estar CEGA por alguém!!!). Fui levando a situação da forma que dava para não perder a oportunidade.

RESULTADO - por aproximadamente um mês e meio eu fui aos seus shows para nos encontrarmos, justificava todas suas atitudes, desculpas e dificuldades. Nos eventos em que eu ia e ele não a resposta era sempre a mesma "tadinho, ele está muito ocupado"

Ele adorando a mordomia e a atenção dada, mas nunca ligava...não aparecia no MSN, não retornava ligação, não absolutamente nada, coitada da Cris que me ouvia falando dele o dia todo.

Adivinhem o fim da história?
Sumiço básico!

CONCLUSÃO - Tenha sempre uma amiga ouvinte e jamais aceite um convite para sair sabendo que você está carente...a probabilidade de você se apaixonar pelo primeiro que aparecer é grande!


30 de jun de 2010

Ser anônimo?

Eu Deodora, depois de muito pensar cheguei a uma conclusão...ser anônimo é ter coragem...
Você entra de bico numa festa, aí justamente você, o bico, dá de cara com três parentes do aniversariante que te perguntam super animados: "Você conhece o fulano de onde?"
Você, o intruso, o anônimo, faz cara de paisagem, finge que não é com você e responde...
- "Nossa, não vejo ele há anos..." hmmm resposta evasiva, mas os parentes já beberam um pouco e então relevam, continuando a pergunta...
- "Mas então, há anos de onde?"
- "Dos bares da vida, frequentávamos o mesmo bar, pegávamos as mesmas meninas, parceirão meu, só que eu que me dava melhor que ele...Aliás ele sempre teve problema com mulheres..." bom dai o cara vira o centro das atenções e acaba com o aniversariante que nem sabe do que ele tanto fala

Você, o anônimo que até então era desconhecido se torna tema principal de um aniversário que você não faz a menor idéia de quem seja, volto a dizer coragem!

De todas as enrascadas que me meti, em nenhuma eu cheguei a ser sem noção ao ponto de invadir espaço para tumultuar algum lugar.
Tudo bem que já dei meus furos, já falei na cara da mãe do meu amigo gay (que não sabia que ele era gay) que ele estava se esfregando com o cara mais lindo da balada no dia anterior, já beijei um irmão do meu namorado achando que era meu namorado e era o irmão NÃO gêmeo dele (mas que para mim era a mesma cara) enfim...tudo isto e mais um pouco eu fiz... agora chegar num lugar que não foi convidado e ainda despejar sua revolta de não ser convidado, acabando com o destaque do local...nunca fiz.
E sabe por que?
Porque eu sei onde quero chegar.
Sei conhecer o meu lugar e não almejo outros lugares que não são os meus.

Sim, hoje não vim contar sobre algo que me aconteceu, mas apenas dividir neste espacinho que tenho minha caridade para os seres anônimos

21 de abr de 2010

Déo ante o altar

Ontem foi o dia do nosso primeiro casamento!
A primeira vez que seríamos um casal diante o altar com a benção do padre.
Tudo bem que não era o nosso casamento, mas padrinhos são quase isto né?
Lembro do dia que fomos convidados para o tal evento (você não estava obviamente). Aliás quase todos os convites que recebíamos você não estava.

A Luana me falou que fazia questão de nós dois sermos padrinhos. Eu até comentei com ela que não se fazia necessário afinal de contas vocês se viram duas ou três vezes no máximo, mas ela insistiu e falou que queria você lá ao meu lado. Que era importante os dois juntos!

Quando eu te avisei você olhou com cara de ter adorado, deu um belo sorriso para mim e falou... mentira estou fantasiando a história para ficar mais interessante a quem lê na verdade não sei qual foi a sua cara, pois falei com você pelo telefone. Tenho a ligeira impressão que sua cara foi do tipo "que porre", mas para mim você respondeu: " - Lindaaaa que demais!!! É claro que nós vamos!!!!! Seremos o casal mais apaixonado da igreja!!!!!!!!" exagerado você sempre foi...

Diante da resposta animadora confirmei com a Luana que ficou feliz e ainda me disse: " - está vendo? e você querendo não combinar com ele! Sabia que ele ia aceitar!!!"

Na semana seguinte você tinha uma viagem marcada, não, não era a trabalho era apenas uma viagem na casa da avó ou da tia, sei lá, a cada quinze dias você costumava viajar para a casa de algum parente em alguma cidade ficava difícil saber quem era.

Ontem no nosso primeiro casamento que você não foi tive que entrar com outro padrinho! Ele é alto, ombros largos, olhos esverdeados, cor bronzeada como quem acabou de sair da praia.

Antes de entrarmos no altar confesso que dei um fora, pois eu tinha dado algumas olhadinhas para ele sem saber que ele seria meu par.

Quando fomos apresentados a sensação que eu tinha é que já tínhamos nos apresentado (se é que você me entende).
Além de visualmente agradar o papo me agradou também!!!
Achei que tivemos uma sintonia muito grande!

Ontem no nosso primeiro casamento que você não foi, me dei MUITO BEM!!!

7 de abr de 2010

Novelas ou novelos?

Um dia você está quieta no seu canto e aparece um fulano qualquer de forma inusitada, num bar por exemplo. Ele se chama Francisco.

O Francisco aparece e começa a jogar todo seu charme para você.
Até então você nem sabia da existência dele no mundo, mas você que não é boba nem nada decide dar uma oportunidade ao acaso (ou a carência, quem sabe o nome que damos para estas coisas que fazemos?).

Ai você começa a conhecer o Francisco, achar o Francisco interessante, achar o Francisco educado, achar o Francisco carinhoso, achar o Francisco simpático, achar o Francisco bonitão e suas amigas não AGUENTAM mais você e o Francisco.

Vocês estão indo bem e saem para um barzinho, no outro dia para uma comida japonesa e no outro vocês são a sobremesa um do outro.
Daí por diante é um jogo de “ligo-não ligo”, “falo-não falo”, “demonstro-não demonstro” que podem durar dias e até meses (conheço uma que esperou sete meses para o cara decidir se queria namorar com ela, no caso dela, quis!)

Para não ficar muito encucada, você que não é boba nem nada (de novo) começa a puxar pela memória os seus casinhos não muito bem resolvidos e nem muito doloridos. Pra que? Para não ficar muito apegada ao rolo atual e nem muito decepcionada caso deste mato não saia cachorro.

Até ai você tinha o Francisco e ponto. Ponto nada!
Na lista de ex-rolos você tem o Paulo (aquele rolo mal resolvido, mas boa praça que trabalha muito bem na cama e fora dela). Aliás não sei o que esperar de alguém que chamamos de ROLO, se é enrolado como pode sair alguma coisa normal disto?

Mas voltando ao assunto, além do Francisco e do Paulo tem mais um intermediário, que você conheceu antes do Francisco aparecer na sua vida e depois do Paulo ter saído dela.

É o Gustavo. O Gustavo é um cara bacana que tem todos os cursos possíveis e imagináveis, fala fluentemente inglês, espanhol e francês, tem uma casa na praia, uma casa na cidade, dois carros, um rosto de modelo e o corpo acompanha.

E tendo isto tudo, tem uma fila enorme de mulheres no pé e você claro não pode demonstrar interesse, não para este.

Na verdade ele se interessou por você justamente por isto, pela sua total indiferença a ele. Só que ele por ser tudo isto, costuma ter uma agenda de compromissos enorme e normalmente vocês só se encontram em aniversários de amigos em comum (até da para tirar umas lascas, mas a concorrência é cruel e desleal). 

Porém todas as vezes que definitivamente ia rolar uma saída digna para apreciar o produto, ele tinha que dar uma palestra no fim do mundo. Ai você começou a se cansar e deixou ele na geladeira. Ele percebeu e sempre dava um jeito de te ligar para falar “oi”.

Então são 3: Francisco (o atual), o Paulo (ex-rolo) e o Gustavo (workaholic).
Agora sim, agora dá para brincar com o Francisco sem se machucar!

Sugere uma saída para um, telefona para o outro, manda msg no celular para o terceiro e concilia sua agenda com a deles, ótimo?
Ótimo!

Perfeito!!!! Agora to com a vida ganha...

Tá nada...muitos homens e nada sério com nenhum, muitas expectativas disfarçadas de super independência, modernidade e cabeça aberta...

E tudo isto por que?
Porque você ama Rodrigo!

3 de abr de 2010

Meus Déovaneios...

Eu nunca te amei.
Não, não é raiva não. É que eu nunca te amei mesmo.
Nunca fomos se quer paqueras! Nunca tivemos nada...

E no entanto, de tempos em tempos você aparece no meu sonho!
E juro que não tenho nenhum desejo oculto por você, nunca fiz simpatia com seu nome, nem coloquei mel numa cueca sua, nem sei se você usa cueca!

Agora pergunto: com que direito você que nunca representou nada além de ser um vizinho da rua debaixo, que pegava carona com o meu pai para ir para escola, aparece em meus sonhos?

Para falar a verdade uma vez na vida eu achei que tínhamos algo, mas foi na sexta série e naquela época eu achava isto de quase todos os meninos que eu convivia.

Acredito em outras vidas, mas se você fosse alguém mal resolvido de outra vida não apareceria em meus sonhos sendo quem é hoje te encontraria do jeito que você era nela e não agora!

Até pensei em te procurar para perguntar, mas eu vou falar o que?

Oi, tudo bom, não sei se você sabe quem sou eu dei uma mudada era maischeinha. Tá bom eu era gordinha, usava aparelho e óculos. Normalmente eu tinha algum apelido bem carinhoso dos colegas da escola. A gente ia todos os dias juntos para escola, pois éramos vizinhos. Sabe o que é? Mais ou menos uma ou duas vezes por ano eu sonho com você. E isto me incomoda. 

Incomoda muito porque não tem motivo. E sempre acordo pensando: por que? O que ele quer comigo? Então vim aqui para te perguntar se por acaso você tem algo a me dizer alguma grande revelação tipo novela mexicana, sabe?

Ele olharia para mim com aquele 1,90 (os pais dele ainda moram na rua debaixo e de vez em quando vejo ele saindo da casa dos pais, por isto sei do tamanho todo) um sorriso MARAVILHOSO, olhos penetrantes e um ar de sério misturado com ar de sem graça e me diria: "Acho que você está me confundindo!"

Depois me largaria lá feito poste e seguiria sua vida normalmente...
E eu colocaria mais esta história como um grande mico que vivi.

É por isto que não vou dizer nada. Não vou falar nada para você e muito menos descobrir o que é isto.

Dá próxima vez que eu sonhar com você eu pergunto porque você aparece para mim! E assim resolvo por lá mesmo!

1 de mar de 2010

Amigos? Claro Déo!

Eu tive um namorado, aliás o que não me falta é caso de namorado-enxaqueca para contar, mas um em especial eu preciso contar...

Embora desde o início eu sabia que não daria certo, tentei e insisti (aliás vocês já perceberam o quanto eu insisto? quando todas as setas indicam direita >>>>>>> eu quero esquerda <<<<<<<<<<<<)

Insisti no erro porque eu acreditava naquela época que poderia dar certo.
Embora estivéssemos com objetivos bem diferentes! Bota diferentes nisto!
Conclusão: deu errado! Durou mais do que pensei e menos do que queria...
Ai outro dia lá fui eu querer ser amiga dele. Pensei que o tempo já havia passado e o melhor era deixar tudo para trás e ficarmos amigos.

Me digam: alguém já viu homem ser amigo de alguma mulher que não seja finalidade sexo? E que não seja gay??

Pois é, eu achei que tivesse visto... rs

Depois da hemorragia verbal do meu ex-namorado a única coisa que posso dizer é que independente da idade os homens pendem sempre para atitudes infantis, idéias imaturas e muita, mas muita sacanagem.

A proposta foi simples: "Déo, já somos amigos, tivemos uma história juntos que só não deu certo por incompatibilidade, mas claro que somos amigos é só minha namorada não saber. E claro que podemos nos encontrar de vez em quando não é? Podemos relembrar os velhos tempos, marcamos um horário bom para os dois, tipo entre onze e meia meia-noite e vamos para um lugar mais tranquilo..." (cemitério obviamente!)

Não sei se eu ceguei quando me apaixonei. Provável. O que eu podia esperar???
É claro que só podia dar nisto!

Por isso que eu insisto tanto no assunto carência ela é realmente uma meleca e das grandes...fazemos coisas que não temos a menor vontade em sã consciência, mas fazemos porque não temos "nada melhor pra fazer"...

Claro que temos! Podemos fazer a unha, podemos fazer o cabelo, massagem, correr no parque (é só não falar com o primeiro doido que aparecer por lá já falamos sobre isto em "Déo e seus tipos"), ler um bom livro, fofocar com as amigas, ouvir uma boa música, dançar, assistir a Palmirinha, comprar um papagaio e treiná-lo a dizer frases que você adora, enfim, tanta coisa...(olha só como estou lúcida?)


Mas não, a gente quer mexer na melequinha que está quase seca para ela voltar a feder, quer cutucar a onça, mexer no vespeiro, ver o que pode acontecer...e ai quando a gente vê já aconteceu!

Pra quê?
Alguém sabe me dizer?