17 de jul de 2012

Tchau xenical...


Este espaço é feito para você. 

É só mandar a sua história no caiforadeo@gmail.com que eu conto!
Esta é a história do Undívago, leitor e comentador assíduo do blog...
 


Oi Déo
Bueno, tanto tu me pediu que resolvi criar vergonha nas fuças e te escrever algumas linhas. 
Conheci a loirinha Dani, um anjinho doce, dos cabelos cor de ouro, curtinhos acima do pescoço. Meiga, ternura de menina num... CORPAÇO DE MULHER! 1,68m de formosura, beleza e perfeição nos detalhes! Altamente vaidosa, sempre preocupada com as medidas, formas, curvas e seu peso. Tudo em vão, ela era impecável!
Irmã de um amigo, fomos apresentados num passeio de fim de semana pela região.  Trocamos telefones nesse dia. E tímido que sou, não liguei. Ela ligou, congelei! Saímos algumas vezes, cinema, barzinho aqui e ali... E eu nada, travado! Parecia areia demais pro meu caminhão! Ela deliciosa, toda na fita métrica, padrão mulher de academia! Isso mesmo! Rata de academia, marombeira frenética! Me dei bem!
 
Como não conhecia ainda o tipo, e o moral da tropa andava meio em baixa naquela época, resolvi pagar pra ver! Eu vinha de um divórcio e precisava me recompor socialmente! A rapaziada apoiando e me jogando pra cima dela, naqueles: “Aê, em Undívago! Vai pegar a Dani, mulherãooooo!!” E eu me borrando de medo! Num fatídico aniversário de um amigo desse grupo, fomos nós. Ela me liga e oferece carona, eu sem carro (pois minha ex- levou até a flanelinha do porta luvas!) aceitei e fui.
 
Chegando na festa, como entramos juntos, já foi um: “Uooooooooooouuuuuuuuuuu!!! Aêêêêêêêêê Undivagão!!!” Já vi que não passaria daquele dia. E não passou! Entre umas garrafas de vinho e outras de vodka, me rendi a aquele pedacinho de mau caminho! Ficamos! Primeira noite, pra casa dela. Eu já meio bebum e ela alegrinha, nos agarramos no sofá... Pega daqui, puxa dali, mão por baixo da blusa e ela encolhe a barriga! (Opa! Estranho, pois ela não tinha barriga nenhuma! Ok, deixei passar...)
 
Próxima saída, barzim! Chegando lá vejo ela tomar um remedinho. Perguntei o que era e ela desconversou. Bebemos, comemos e num determinado momento...

“ -VAMOS EMBORA AGORA IMEDIATAMENTE! JÁ!” 

Não entendi, mas partimos pra casa dela. Chegando lá ela correu pro banheiro e...Xazammmmm! Eu achei que fosse um normal desagregado intestinal. Só que esse ritual de barzim, almoço fora, jantar e correr pra casa pra um download pesado, foi se repetindo algumas boas vezes! Anotei e guardei.
 
Outra curiosidade: ela “se idolatrava” no espelho mais que o normal! Fosse o do teto do motel, do banheiro ou até o espelhinho da bolsa, ela tava lá sempre conferindo as medidas! Ou de uma simples vitrine, freneticamente se arrumando (e sempre causando alvoroço por onde passasse). Bem, anotei isso e guardei de novo, o caderninho já estava ficando lotado de esquisitices...
 
Certa vez saímos, aquelas idas de barzinho, boate pra dançar, bebe daqui, belisca dali, comer pra não ficar doido logo e havia notado o tal remedinho pra dentro momentos antes de chegarmos no local. Noite vai, noite vem, dança grudado, agarro, amasso e motel! 
Chegando lá, um tal de arranca roupa, beija, esfrega, aperta e morde e... BRRRUM! Ouvi um barulho! No instante achei que era meu estômago roncando... Bueno, tá tranquilo, voltamos pras atividades, mas a notei suar na testa. 

Dali a pouco, outro: PRRRRRRRMMMM! Quase um estrondo e ela arregaçou os olhos!!! Vi que o negócio tinha ficado estranho! Ela pálida, branca e quase imóvel esboçou um movimento de retirada e... PRRRRRRFFFFFFFFF!!! 
Morreu pelo fundo igual rede velha deixando um rastro da cama até o banheiro! Fim de festa, perda total no quarto do motel... 

A noite terminou com um desabafo que ecoou pelo quarto, vindo do fundo do banheiro, debaixo do chuveiro entre soluços e praguejadas:
 
“- MALDITO XENICAAAAAAAAAAAAAAAALLLL!!!”

Um determinado dia a chamei pra um papo em Ipanema, água de coco, pôr do sol,  praia linda, que saudade, te adoro, pá daqui, pá dali e coisa e tal, mas... 

Ilustração extraída do Blog Blue ensaios femininos
Despachei a oferenda pro mar!!! Adiós, vai tarde! 
Homens, cuidado! 
Xenical é coisa do diabo!"
 
Então, era isto...Adoro te ler e espero que goste.
Beijão,
The Undívago Man...

Undívagooooo...tudo a ver com o texto da semana passada hein?
Não preciso dizer que chorei de rir, não pela situação constrangedora, mas porque você escreve de uma forma que eu consigo me imaginar assistindo a cena...
E se for dar mais uma chance para ela, apresenta outros tipos de remédio, quem sabe ela troca de opção...
Bjs da Déo

Reações:

3 comentários:

Nossa Undívago, mas que situação hein?! A menina era uma neurótica, a ponto de recorrer a essas coisas. Mas pra ser bem sincera, não sei se vc fez certo ao despachar ela. Poxa, se vcs estavam curtindo sair juntos, acho que vc poderia só dar um toque. Tipo... DANI, EU NÃO ACHO MUITO LEGAL, VOCÊ TOMAR ESSAS COISAS,REALMENTE TE FAZ BEM EM TOMAR ESSE TIPO DE MEDICAMENTO?? JÁ TENTOU RECORRER A OUTRAS COISAS? Só dar um toque mesmo sabe? Como um amigo. Imagino a vergonha GIGANTESCAAAA que ela tenha passado. Passei por coisa "parecida" mas "diferente" rs .. Fiquei com uma vergonha infinitaa, e imagino o que ela passou. E só o fato de vc ter terminado com ela, pode ter deixando bem triste. Mas enfim... Acho que depois desse susto, ela COMMMM CERTEZA, já deve estar procurando outros meios para continuar gostosa, com saúde, sem caganeira. kkkkkk .. Beijos querido. BEIJOS DÉO !

Ana Laura, é complicada uma situação destas né?
Pelo que percebi ela não omitia o remédio, so desconversava o que era. Como o nosso amigo Undívago é espertinho ligou o nome a pessoa e ai já era.

Acredito que se ele realmente amasse a garota não faria isto não, teria conversado...

Bjs da Déo

Não existia ainda nenhum vínculo sentimental para se falar sobre este determinado assunto. Acho que ele agiu de forma normal e que 90% das pessoas também agiriam.