29 de ago de 2012

Alguém tem que ceder...

Semana passada estava conversando com um amigo que se casou recentemente (foi um casamento muito rápido, se conheceram e em 6 meses casaram sem dúvidas, sem questionamentos, sem gravidez, puro amor!)

Ele era o solteiro típico antes de conhecê-la: jogava xaveco em todas as mulheres, saia com uma na segunda, outra na terça, outra na quarta e assim sucessivamente, mas assim que se apaixonou por ela, parou tudo!!!
Falou que não queria saber de ninguém mais...
Eu achei um pouco estranho, mas ele mudou de comportamento. Começou a ser mais distante da mulherada e eu comecei a achar que a história de paixão era pra valer!

Eles se casaram faz dois meses...
Semana passada encontrei com ele e fiz a seguinte pergunta:

- Jonhy, como vai o casamento?
" - Ah Déo, tá legal - e soltou um sorriso meio de lado 
- Não entendi este seu sorrisinho
" - Ah meu, eu to gostando do casamento, só não gosto da parte que tem que ceder..."
- Mas é justamente a parte do "ceder" que é feito o casamento!!!!
" - risos ...mas tá legal Déo, tá legal..."
Imagem retirada do site Portal do Casamento


Eu ri muito porque ele falou isto espontaneamente. 


E eu fiquei pensando...estamos em 2012 e ainda temos aquele pensamento do amor e uma cabana?
O que as pessoas pensam do casamento? 
O que todos nós pensamos que seja o "tal" do casamento? 

Eu não sou casada, conheci beliscos promissores, beliscos desinteressados pelo assunto e beliscos totalmente fora de cogitação, mas não espero que o fato de casar "pluft" a vida muda.

Não acho que uma aliança muda caráter e perfil de ninguém, não acho que a minha vida vai ser maravilhosa por conta disto. Acho que a minha vida já é maravilhosa e compartilhar esta alegria é bem bacana, mas viver para isto já não acho.

Conheço pessoas que casaram, vivem bem e aquelas que só não se separam por questões financeiras...


Alguém sempre tem que ceder para que a convivência se torne no mínimo agradável...e vocês? O que acham?

23 de ago de 2012

" ...mora no morro e eu na zona sul..."


Meu nome é Fabiane, tenho 31 anos, moro no Rio de Janeiro, sou solteira e "tamo aí na atividade..."

Em junho deste ano fui com a minha irmã para o Olimpo (balada carioca), coloquei um vestidinho verde lindo, porém basiquinho e sapatinhos baixos.
Onde estávamos tinha um rapaz, Luciano - 28 anos, moreno, lindo e alto ( sempre medi a beleza do homem pela altura, pois não sou baixa e gosto de homens altos e com braços fortes). 
Achei melhor não olhá-lo para não parecer que eu estava dando mole porque neste dia eu tava murcha.
Para a minha surpresa ele veio falar comigo e eu me arrepiei toda na mesma hora, sabe quando você pensa " é pra esse que eu quero fazer um lelele? " sem contar que ele chegou de boa, coisa que normalmente os meninos que frequentam o Olimpo não fazem, já são de chegar agarrando e eu detesto isto.

“ - Posso te fazer uma pergunta?” disse o Luciano
Até duas... Perguntar não ofende, agora se vou responder não sei...
“Vc está sozinha?”
Não, estou com elas (apontando para minha irmã e a amiga)
“Não, você tá esperando alguém, porque nós compramos 3 baldes de cerveja e queria convidar vocês pra beberem com a gente, mas como estou vendo que está olhando sempre para trás, imaginei que pudesse estar esperando alguém”
Estou esperando o garçom que até agora não trouxe meu balde.

E assim começou a rolar o papo. Bebemos, dançamos juntos e ficamos é claro, trocamos telefone e ele ficou de ligar. Não sou dessas que espera que os homens que conhecemos na night liguem, mas ele eu iria gostar. E não é que no outro dia mesmo ele ligou, mas recusei o convite, lembrei que eu tinha que buscar meu filho na casa da tia. Me chamou no domingo também mas não aceitei (quando se tem um filho de 6 anos não é todo dia que dá pra sair e arrumar alguém que fique com ele, a gente faz essas graças uma vez por semana e olhe lá).

Enfim chegou o dia de sairmos, estava um frio, uma chuva, é claro que eu queria vê-lo mas se fosse outro dia seria melhor, mas eu não podia desmarcar pois ele me ligou todos os dias e eu nunca podia, então fui assim mesmo. Como é de praxe acabei deixando ele esperando além da conta. Quando eu cheguei, ele estava na porta do shopping me esperando com medo de entrar no shopping e o celular não pegar.

Conversamos um pouco e ele acabou me chamando pra ir pra casa dele, perguntei se era uma pergunta ou um convite, como ele disse que era um convite não pensei duas vezes. Eu achei que teríamos diferenças culturais e financeiras, tudo bem que eu não sou rica, mas moro com meu filho, pago minhas contas, escola particular, estou sempre levando meu filho no shopping, cinema, viajamos nas férias e vivemos relativamente bem. Um cara abaixo das minhas condições provavelmente não vai poder me ajudar a dividir contas, os interesses podem não ser os mesmos, podemos inclusive ter brigas por conta disto.
Enquanto eu falava que queria levar meu filho para o Chile ele comentava que o único lugar que já viajou fora do estado foi para Aparecida do Norte, eu falando de teatro e ele dizendo que nunca tinha ido...

De qualquer forma fomos para a casa dele de van porque ele não tem carro e nem eu, partimos rumo a Mangueira. Eu, que nunca entrei numa comunidade, só de passagem, estava indo até a Mangueira. 
Quando lá chegamos demos de cara com policiais da UPP,  gelei né, mas ele afirmou que era normal e estava pacificado. E em meio aquela chuva, seguimos subindo por aqueles bequinhos que mais pareciam labirintos, quando chegamos na casa dele ainda tive que subir uma escadinha onde mal cabia os pés e sem apoio lateral. Para minha surpresa, apesar de morar de aluguel na comunidade a casa dele estava super ajeitadinha, aconchegante e confortável, sem contar que a companhia era maravilhosa e ele ser um verdadeiro príncipe. Ele é muito bom em todos os sentidos, foi maravilhoso, resultado: GAMEI!!! Claro que não falei isso pra ele e eu não podia passar a noite lá e por mais que ele insistiu tive que vir embora. Ele me ligou para saber se eu tinha chegado bem e ligou também no outro dia depois sumiu...


Passou uma semana até eu dar o braço a torcer e mandar uma mensagem pra ele, disse que eu era tão boba que só eu que achei que fosse ter segunda vez, vi que a mensagem dava erro de envio e resolvi ligar: número inexistente. Coração aceleradíssimo.

Como ele havia ligado e dito que também queria me ver de novo dias antes, eu conclui que aconteceu alguma coisa no telefone dele e ele só tinha meu número gravado no rádio. Déo, passei uma semana amadurecendo a ideia de ir na Mangueira procurá-lo. 
E fui: no domingo com a cara e a coragem, ou melhor cheia de medo, mas fui. Eu só sabia o nome dele e do amigo que estava com ele no Olimpo. Na minha inocência de que em comunidade todo mundo se conhece, fui perguntar em alguns barzinhos, entrei pelo caminho que passei com ele, gelei quando vi os policiais da UPP descendo e fazendo ronda com aqueles fuzis, me tremi toda só de pensar que justo naquele dia os traficantes resolvessem voltar para tomar o morro e eu lá no fogo cruzado, como ia ser, ninguém sabia onde eu estava. Sei que até a metade do caminho fui direitinho, depois não sabia mais se ia para a esquerda ou para direita e acabei me perdendo por aqueles bequinhos.
Eu ia perguntando e ninguém o conhecia, algumas pessoas me falaram que se eu soubesse algum apelido talvez fosse mais fácil. Foi anoitecendo, e achei melhor ir embora e aceitar a ideia que eu não iria mais achá-lo. Fui lá foi com o propósito de ouvir dele que eu me enganei que não era nada disso, ou na melhor das hipóteses ficarmos juntos de novo, mas nem uma coisa nem outra aconteceu.

No caminho para o ponto da van passei em frente um bar onde estava tendo um samba super animado como eu estava morrendo de vontade de ir ao banheiro resolvi entrar. Enquanto fui ao banheiro para lavar meu rosto a adrenalina foi baixando e foi me dando uma vontade de chorar e pensar o que eu tava fazendo naquele lugar sozinha.
Resolvi pedir uma mesa dentro do bar e pedi uma cerveja pra me recompor antes de ir embora, acabei bebendo duas!! Aí no intervalo os meninos do grupo vieram falar comigo, contei minha história e eles falaram que iriam me ajudar. Me apresentaram um cara da mangueira que mora há mais de 50 anos e a mais de 30 faz parte da agremiação e ele me apresentou outro menino do grupo que disse que conhecia o Pipa, que vem a ser o amigo do Luciano. Aí recomeçou o samba eles pediram para eu ficar que a gente continuava conversando no próximo intervalo. 
Sei que no final das contas bebi mais de 5 cervejas, deixei um bilhete para o menino entregar para o Luciano com meu nome e telefone e acabei indo embora com o rapaz do grupo e acabamos ficando, seu nome Paulo.
Sabe como é né, sozinha, carente, triste e frustrada numa comunidade, só podia dar nisto.
Apesar de não ter esquecido o Luciano decidi deletar essa história, apaguei as mensagens do celular e aceitei a ideia que não o veria mais e porque não investir em uma pessoa que tava me dando moral? O Paulo me ligou todos dias, me mandou mensagens no celular, no facebook. Marcamos de sair no domingo seguinte, mas desisti. 

No domingo dia quem me liga? O Luciano. 
Imagem extraída do blog Bela Ju
Eu reconheci a voz dele e me arrepiei toda e percebi que eu ainda queria vê-lo de novo. Ele falou que ficou sem telefone, sabia que eu fui lá. Ele falou que pior foi ele que não tinha nem por onde me procurar e marcamos de sair no dia seguinte...fui pra casa dele, mais uma vez fui pra Mangueira, ele fez janta para nós dois e uma delícia diga-se de passagem passei uma das noites mais maravilhosas. Valeu a pena sim eu ter ido na favela, ou melhor na comunidade atrás dele, depois comprovei que ele é isso tudo mesmo, ele é lindo, maravilhoso, gostoso, também queria me ver de novo, ele é um rapaz simples mas trabalhador, e sabe como encantar uma mulher é um verdadeiro príncipe.

Não sei no que vai dar daqui pra frente, ficamos de nos ver de novo, ele deixou meu telefone anotado em uma agenda também dessa vez pra não correr o risco de me perder de novo.
Não vou dar o braço a torcer e falar pra ele que eu to de quatro, gamadinha, pra não espantar, mas enquanto ele tiver querendo eu também quero.

Fabi, você realmente é das minhas, não manda recado não, vai diretamente para a origem e fala na cara...sem deixar dúvidas. Quero saber o que deu no final, me conta tudooooo..
Eu acho que a gente tem que ir atrás do que quer sim. Igual a esta história aqui
Não me arrependo nadica de nada de ter procurado...mas o final pelo visto foi diferente do seu!

Bjs da Déo 

15 de ago de 2012

Spa...radrapo na Déo

Chega uma "certa idade" que a gente tem que pensar assim: se eu continuar comendo compulsivamente até a barra de chocolate acabar, meu pacote de amendoins terminar, meus quilos não só vão aumentar como também demorarão o dobro de tempo que levei para ganhá-los perdendo-os!!!

É nesta hora que entra na nossa vida a palavra "desespero".

Eu, resolvi que não dava mais para prorrogar a dieta para a segunda-feira da outra semana, nem do mês que vem e assim por diante e resolvi ir para um SPA!

Sim, um lugar onde você só vai comer o que tem no prato, nada a mais e nada a menos, ou melhor a menos jamais! Resolvi pegar minhas férias e fazer isto. O SPA tinha a opção de 600 calorias ou 1200. Escolhi logo a de 600 para entrar em choque de cara. 

Eu tinha a impressão que SPA fosse um lugar para idosos que estão em sobrepeso ou em obesidade mórbida, algo completamente preconceituoso da minha parte. SPA é um ambiente assim como outro hotel, com uma vista linda, paisagens fantásticas, com pessoas de todas as idades e pesos cheias de histórias para contar, com 6 refeições inclusas, porém diferente de um cruzeiro, 3 delas equivalem a quase nada!

Eu cheguei na hora da janta toda animada. 
Senti que ao entrar no restaurante alguns olhares me puniam do tipo: " o que ela quer aqui? ", outros me olhavam com cara de "desista enquanto é tempo "  e alguns mais simpáticos sorriam com cara de "eba mais uma para sofrer".  

Quando veio meu primeiro prato - uma saladinha sem vergonha de tão minúscula, não tive dúvida e comi! Logo depois veio o segundo prato - um pedaço de frango pálido com um creme verde em cima, comi também, mas já estava olhando todas as outras mesas esperando o próximo prato, já que aquilo era o suficiente para iniciar meu apetite.
Vi que na mesa à minha frente tinha um pote de sopa e pensei - depois do frango tem a sopa, mas não! Depois do frango tinha a sobremesa. Aquilo era apenas uma troca, quem não comia frango poderia trocar pela sopa, como eu tinha acabado de chegar não fazia a menor ideia disto.

Foto extraída do blog Coisas da Dri
No despertar, as 7 horas da manhã você acorda cedo não pela disposição, mas pela fome de ter comido quase nada no dia anterior. Sua barriga acorda roncando...café da manhã meio básico...café solúvel, leite desnatado solúvel, uma fatia de pão integral e um potinho com CINCO pedacinhos de mamão.
Saindo do café você já começa a tomar água para preencher o vazio que dá.

As atividades são diversas: caminhada, alongamento, musculação, ginástica localizada, hidroginástica, tênis, squash, golfe, vôlei, futebol, natação, body combat etc, mas eu só fico pensando: qual o horário da próxima refeição?


Lá é o local em que mais se fala sobre comida: calorias, pratos preferidos, o motivo de estar no SPA, a falta de um chocolate, as lojas de doce próximas na  cidade, quais os points da cidade que vendem comidas típicas, quantos dias pretende ficar ou desistir, etc...

Eu preferi me enturmar logo pensei: vai que alguém não quer comer o prato inteiro, sobra pra mim...Só que lá é o lugar que não existe desperdício. As pessoas lambem o prato, comem até o que não gostam, conferem na hora que chega a comida se o prato alheio está maior que o seu e se estiver com certeza vão questionar o garçom: 
- " Garçom, porque na sobremesa da Mariana tem 3 ameixas e na minha só duas? "
- " No meu prato de salada tem só duas folhas de alface, no da Tatiana vieram três"
E quando a fome está demais vale até esconder um pacote de bolacha salgada para ganhar mais um. (Ah! Esqueci de dizer, após a janta você ganha um pacote de bolacha salgada que vem duas bolachas e que é para a "ceia").

Descobrimos lá também que somos normal. 
Pelo menos eu descobri que sou normal: não fico me pesando de meia em meia hora, não me auto-flagelo porque não fiz todas as atividades do dia, se estou com fome como mesmo uma bolacha fora de horário e por ai vai...tudo aquilo que vira neura pode engordar também, esta é a minha teoria.

O que vale nisto tudo é você ter a noção do que é saudável e do que é neurose dentro de você. Se você está no IMC de 18 a 25 você está na faixa da normalidade, abaixo disto ou acima disto deve procurar um médico e ver o que seu corpo precisa.

Saúde também faz parte da moda, muito mais do que caber na calça dos seus 15 anos, é claro que seria o ideal, mas o meu ideal seria casar com o Marcio Garcia e nem por isto aconteceu, sendo assim, me contento com os beliscos que passam por aqui! O que vale mesmo é se cuidar e se gostar!


10 de ago de 2012

Amigos, amigos, primos a parte...


Você tem alguma história para contar?
Este espaço é seu, mande sua história no caiforadeo@gmail.com que eu conto

Hoje eu vou contar a história da Vanda...
Oi Deo, descobri seu espaço a pouco a tempo e gostei muito do que vi por aqui. Então resolvi contar uma coisa que aconteceu comigo e caramba me deu uma bruta chacoalhada.
Há algum tempo atrás depois de um dia longo e cansativo, tive a surpresa de encontrar alguns visitantes que iriam dormir em casa, dentre eles um primo que eu não via há anos e que de um garotinho passou a um rapaz enorme de 1.90 e pouco. Foi um pouco esquisito já que nem éramos assim tao chegados na infância, mas ele não saia do meu lado.
Estranhei e comentei com meu amigo que me olhou com aquele olhar maldoso e um sorriso irônico e disse que eu sabia muito bem o que o garoto queria. Eu estava bem exausta e o dia frio contribuiu para que eu não me importasse de dividir a cama com esse meu amigo, mas meu primo pediu pra dormir conosco já que minha cama de casal daria para os três dormirem, além do que era a única com a parte de baixo livre para seus pés escapulirem.
Tudo bem nada demais, afinal primo é primo, meu amigo é gay e eu estava muito grogue pra acontecer alguma coisa.
Só que aquela coisa chamada ironia do destino resolveu dar as caras, lá estava eu no meio dos dois, frio pra caramba, acabei deitando a cabeça no peito do meu primo que começou a brincar com meus cabelos, me deu um beijinho na testa, meu coração acelerou o dele também e aí pronto nós ficamos, meu amigo acordou e deu corta clima básico.
Juramos que ninguém ia saber e pronto.
No outro dia ele foi super fofo, mas eu fiquei mais distante afinal ninguém podia saber de nada.

Percebendo a deixa ele se afastou conversamos um pouco e conheci algumas qualidades dele que me deixaram surpresa: a sensibilidade, as crenças, o jeito com a música. Só que ninguém jamais poderia sonhar que tínhamos qualquer coisa ele só tinha 16 anos e eu 20, mas a noite lá estava ele na minha cama, sozinhos agora ficamos mais um pouquinho. No outro dia eu sai com um amigo pra ver um filme e quando voltei ficamos de novo e eu claro sempre  me afastando. Isso aconteceu num feriado prolongado então segunda ele foi embora e beleza não nos falamos.
No fim de semana seguinte eu tinha um festa pra ir no sábado e no domingo lá estava ele, falei que não dava pra rolar mais nada entre nós que eu ia começar a faculdade e ele ainda no colégio e que não teríamos nem assunto e teríamos que enfrentar a barra da família com um namoro, rolo, qualquer coisa, que eu estivera carente, ele também e tivemos vontade foi só isso.
Ele não disse nada - só olhou deu um sorriso decepcionado levantou e saiu.
Depois disso só nos encontramos em reuniões de família, mas ele se mantinha distante.

Passado anos, estavam uns cinco ou seis primos reunidos para nos despedir dele que estava se mudando, e nas conversas surgiu o assunto amor...ele não teve a menor dúvida e disse:
"Eu só amei de verdade uma vez. Eu a vi, passamos algum tempo juntos, depois parti. Meus pensamentos ficaram confusos porque de uma hora para outra parecia que só o que importava era ela. Parecia que eu gostava mais dela do que ela de mim, mas sinceramente eu não ligava.
E a cada dia que eu passava longe dela o mundo parecia perder a cor até se tornar tudo em preto e branco, porque ela admitiu que não me amava.
Levou um tempo pra parar de doer e eu poder pensar de novo sobre o assunto e quando pude eu não estava bravo com ela, eu queria que ela fosse feliz porque parecia que o sorriso dela mesmo que para outro me faria bem. E então fiquei bravo comigo mesmo por ser incapaz de odiá-la. Levou muito tempo pra ferida fechar e restar uma cicatriz que faz parte de mim, de quem eu sou. Nunca mais senti isso por mais ninguém e não sei se vou sentir, mas aconteça o que acontecer esse foi o grande amor da minha da vida, ainda bem que já passou."
Ficou aquele silêncio até um outro primo zoar com ele por ser romântico assim tão novo e o jantar seguiu. No fim do jantar eu fui lavar a louça e ele apareceu e disse:
"Foi você o grande amor da minha vida"
E foi embora sem mais nenhuma palavra enquanto eu estava paralisada com um prato na mão. E eu aqui agora pensando e se eu tivesse dado uma chance?estava sozinha na época continuo sozinha agora, será que eu teria me apaixonado?
Ele se tornou um homem que tem tudo que eu sempre quis mas eu preferi não comprar essa briga e nem tenho certeza se me arrependo disso... puxa vida quantos caras sensíveis, gentis, carinhosos, cavalheiros estão dando sopa por aí?
Será que minha cara metade está mesmo em algum lugar por ai ou eu fui incapaz de reconhecê-la quando deveria?
E se eu me arrepender será que já não é tarde?
Estou confusa demais da conta. E agora?



Querida Vanda, a vida tem destas com a gente. E sempre que aparece um príncipe encantado, temos dúvidas porque achamos que é demais para a gente.
Porém tem vezes que a gente se engana porque a carência fala mais alto e perdemos totalmente a noção do que sentimos.
Na verdade siga seu coração, mas não se esqueça que existem inúmeras pessoas que possuem este perfil que você descreveu, apenas pode ser que você não tenha conhecido.
Bjs da Déo e boa sorte!

1 de ago de 2012

Os brutos também amam, ou não?

Esta é a história da Larissa do Rio de Janeiro.
E você? Já contou a sua história no caiforadeo@gmail.com?
Ainda não? O que está esperando...você pode ter sua história contada aqui no blog!

Oi Déo!!
Sou sua leitora assídua e quero muito compartilhar minha história, porque está complicado de entender, me dá uma luz?!
Meu nome é Larissa e conheci um carinha no meu trabalho há um tempo. A primeira impressão que tive dele foi péssima. Achei ele super arrogante e grosseiro. Motivo: perguntaram onde ele morava se precisava de passagem aérea para um determinado evento e ele respondeu "pow eu moro em Copa!"
Todos ficaram com aquela cara de alface, ele respondeu como se Copacabana fosse a capital do RJ, e todo mundo morasse lá. Desde então, eu sempre fui um pouco ríspida com ele, falava somente o necessário, mas não deixava de admitir que era um gato! Não é o meu tipo, tem cara de nerd, é magrinho... mas alguma coisa nele me chamava atenção!!
Foto extraída do site: www.fotosdahora.com.br
Um tempo atrás tivemos um evento da empresa e eu estava super empolgada com o evento e de super bom humor, porém ele teve um probleminha antes do evento começar e eu tive que acompanha-lo até o nosso escritorio para tentar resolver. Como ficamos esperando o motorista um tempão, fomos conversando para aliviar a tensão e o constragimento da situação. Ele se mostrou outra pessoa e rolou vários olhares.
Durante e após o evento, começamos a conversar diariamente por e-mail. Ele me encantava com tudo que a gente falava e mesmo "dando mole" não era aquela coisa agressiva, era sutil. Quando ele ia ao escritório almoçavamos juntos, tudo muito sutilmente até mesmo para não rolar fofoca, mas nunca tinhamos ficado... Só que ai né Déo, Inês já era morta e eu já estava caidinha por ele! 
Até que um dia nos falando por e-mail ele jogou uma diretas pra mim e eu perguntei:

" Porque não saiamos pra comer alguma coisa? "
O Jorge demorou uns 15 minutos para responder meu e-mail e foi um texto dizendo que eu era muito bonita, inteligente, mas que essa historia ja tinha ido longe demais e que ele tinha namorada e não poderia se arriscar e que nós deveríamos continuar amigos, mas que fazia questão que eu respondesse aquele e-mail, mas não com um "ok".
A minha vontade foi responder "vai tomar naquele lugar..." mas me contive com um "sem problemas" e fiquei super sem graça e com muita raiva!! =(
E ai o que você acha??
Bom Lala, primeiro quero saber em que pé esta história está...porque provavelmente você já tem novidades...
Quem vê daqui esta história pode achar que ele se interessou por você sim, mas com medo de onde isto poderia levar, preferiu parar por ai mesmo. Medo? Sim. Insegurança? Talvez, mas para mim não há nada melhor do que um homem com caráter. Prefiro mil vezes um cara que diz que não me quer porque tem namorada do que um cara que fica comigo e com a namorada e depois ainda me responde: " não era segredo para ninguém "

Boa sorte ai Lala! To torcendo por você!
Bjs da Déo