31 de out de 2012

Se fosse homem...

A Livia é aquela pessoa que todo mundo gosta.
Ela é descolada, totalmente independente, super divertida, mega animada, sai de segunda a segunda e tem uma profissão extremamente difícil na minha opinião: cirurgiã buco-maxilo-facial (soletradamente para ficar mais fácil de entender o nome rs) de um hospital bem famoso na região onde moro.

Acho que por isto que ela é tão doidinha, para aguentar esta profissão.
Nos conhecemos na faculdade, num barzinho da esquina...aqueles típicos bares de esquina que toda faculdade tem, ela bebendo tequila e descendo até o chão e eu numa humilde cerveja rs...

Ela é super espontânea, divertida, mas nunca, nunca encontrei ela com nenhum cara. Eu sempre enrolada com alguém e ela sem ficar com belisco nenhum. Nas baladas a mesma coisa: os caras vinham conversar com ela, ela conversava, pegava telefone, virava amiga, mas nada de beijo. Ela dizia que nasceu para ser livre, nada de pessoas ou coisas prendendo. 

Depois de algum tempo a nossa amizade mudou de estágio, já estava na parte da confidência, dos segredos mais secretos, das coisas que tínhamos medo e ela me revelou:

" - Estou apaixonada por alguém!"
- Ah Lívia, para vai, você nunca tá apaixonada por ninguém.
" - Mas agora eu to e é muito verdade. Sinto meu coração mudar de lugar só quando falo com esta pessoa, ela sabe da minha vida inteira e me entende como ninguém."
- Poxaaaaa e como eu nunca soube? É mentira!! Não tem ninguém não, a gente não se desgruda nenhum momento e você nem tem como me provar do contrário.
" - Tenho sim!"

E veio em minha direção...em segundos ela conseguiu um selinho meu e automaticamente eu virei o rosto e a empurrei para longe de mim...
Foi a única reação que eu tive! Ela, mega sem graça abaixou seu rosto e me pediu com os olhos cheios de lágrima um "desculpa" meio sem graça também.

- Tá, a gente ve isto depois, eu to indo embora Lívia...

Fiquei dias e mais dias em estado "parede branca de hotel", fiquei com vergonha do que tinha feito e ao mesmo tempo me sentindo uma tonta - como eu nao tinha percebido isto antes???
Logo eu que sempre respeitei a igualdade, sempre achei que as pessoas tem o direito de ser como querem e agora eu estava me sentindo desrespeitada por uma das minhas melhores amigas...

Imagem extraída do blog Expresso Elas
Confesso para vocês, queridos leitores, que me peguei pensando se de repente minha vida de beliscos era tão enroscada por estar jogando no time errado e que talvez eu devesse tentar e isto me assustava porque realmente nunca senti a menor atração em mulheres, mas deveria considerar, ela é uma mulher, bonita, inteligente, bem humorada se fosse homem eu ficaria!
 
" - Déo, pára tudo!!! Você dizer que se ela fosse homem você ficaria já mostra o que você não é! Você já teve inúmeras possibilidades de manifestar isto dentro de você, inclusive bêbada...não é porque você arranja belisco errado que você está no time errado. Desencana!! " Disse o Pepê (meu amigo gay)
  
Demorou um tempo para eu procurá-la, pedir desculpas e ver que eu ainda tinha muito o que aprender...a amizade ficou meio estranha, a gente falava de assuntos superficiais, eu não conseguia falar mais da minha vida da maneira que eu falava porque tinha medo de magoá-la, (já que ela me revelou na conversa que eu realmente era o grande amor platônico da sua vida), mas que não ia mais tocar neste assunto.

Passado algum tempo, a gente começou a ficar mais próximas novamente e nesta mesma época, conheci a Carol. Ela era a pessoa centrada que a Lívia tanto mencionava que queria e o melhor: lésbica também! 
Consegui fazer as duas se aproximarem, se conhecerem melhor e hoje estão casadas (não legalmente porque isto é complicado aqui no Brasil), acabei ganhando duas grandes amigas. 

Por que eu estou conversando sobre isto leitores?
Porque só vivendo uma situação destas que eu pude perceber o tamanho do preconceito que temos. Eu gritava em alto e bom tom que não tinha preconceito, que tinha a mente aberta, mas foi só passar por isto para ficar mega retraída com uma das minhas melhores amigas.

Quando forem fazer algum tipo de julgamento pensem que falta de caráter, moral e ética são defeitos e traços negativos em uma pessoa, o restante é escolha individual.

24 de out de 2012

Tão perto, mas tão distante...

O conta pra mim, Déo desta semana conta a história da Luna e você? O que está esperando para contar a sua no caiforadeo@gmail.com

       Olá, meu nome é Luna, leio e adoro seu blog, tomei coragem e resolvi compartilhar minha história. 
O que eu vou contar aqui não se trata de nenhum romance, mas é o inicio de algo ainda confuso e indefinido. Sim, esta situação tem a ver com homens, homens não, um homem...seu nome Theo!

Ele é um cara de boa conversa, tímido, de um sorriso encantador, dono de um furinho no queixo que logo chamou a minha atenção. Ele não sabia da minha existência até que um dia eu resolvi iniciar uma conversa com ele pelas redes sociais e o motivo foi uma foto que eu tinha do seu afilhado (sim, eu conhecia seu afilhado, mas não ele. E sim, foi um pretexto) e ele muito educado respondeu a solicitação dizendo que queria as fotos. A partir daí começou uma conversa agradável e que saiu fácil, igual cerveja gelada num dia quente de Sol. Cerveja gelada num dia quente resulta em dia bom!!!!

Eu sei que se trata de alguém fora do meu alcance, afinal Theo é casado, mas de alguma maneira este homem despertou meu olhar. Ele é um homem muito inteligente e tem profundo conhecimento em assuntos que eu adoro e ah como eu adoro um homem que sabe conversar, tem bom papo, jeito e tato para falar! E como ele tem isto! Ai, encantamento total!

Depois de algumas (muitas) conversas, notei algumas afinidades com Theo, como: gosto musical, interesses pessoais e outras “cositas mas”, só que o fato do Theo ser casado perturba-me, embora ele esteja me procurando também. Cheguei a pensar em me afastar para não nutrir nenhum sentimento além de respeito, admiração e amizade. 

Imagina a minha situação Déo, ao mesmo tempo em que eu quero me afastar dele por um motivo, outros milhões de motivos me fazem confundir esta decisão. Eu acho que duas pessoas maduras conseguem levar um diálogo longo e gostoso sem nada além disto, não é Déo?


Imagem extraída do blog Terra Boa
Uma de minhas perguntas para ele:
“ – Theo, qual o tipo de primeiro encontro perfeito, o melhor, o mais inesquecível para você?”
- Ah Luna, isso não existe o que existe é a pessoa e o momento, não importando nem onde, nem como.
(sintonia total, pois sempre pensei assim na minha vida toda, pra ficar bom depende de cada um e não de um lugar específico)

                 Déo, já teve muito contato com homem casado, de alguma forma?
Se não, vou te falar, funciona assim: não pode falar depois de um certo horário, é bom evitar mandar torpedos em horários assim e temos mais que aguardar do que agir, mas respeitei a rigor estas condições!

A cada final de semana uma sensação estranha...não poder falar com ele por dois dias parece o fim do mundo e de novo veio a ideia de tirar meu time de campo e me afastar dele, mas ai lembramos que íamos nos encontrar por frequentarmos os mesmos lugares aos sábados e foi ai que deixei bem claro para ele que só quero sua amizade (mesmo não sendo a verdade), mas até mesmo como forma de rota alternativa ou fuga, assim fica mais fácil para eu lidar com esta situação. Só que ele é do tipo direto, outro dia ele fala:

“ – Olha Luna, eu sou um tipo de cara com papo direto, não faço questão de tentar decifrar indiretas, é o meu jeito sabe, nem todo mundo entende, mas prefiro ser assim. Não gosto de rodeios, meias palavras, gosto de palavras inteiras!”

E eu pensando: queria dizer tanta coisa diretamente para você, mas isso é contra meus princípios e valores...e ao mesmo tempo, não estarei sendo sincera com você...

Foi ai que eu decidi fazer este texto e deixar que ele leia, só assim para ele entender o que acontece comigo e o quanto que em tão pouco tempo ele mexeu com os meus sentimentos...
Obrigada Déo, por liberar seu espaço para isto, depois te conto o final desta história...

Luna, esta situação realmente é delicada a gente nunca sabe se está pisando no chão ou no fundo falso, de qualquer forma espero que esta sua atitude funcione e que ele esteja interessado em você a ponto de abdicar a vida que ele já possui. Boa sorte!

17 de out de 2012

Eduardo e Mônica, Deodora e Guilherme

Temos uma amiga em comum, a Denise. Sem minha autorização, Denise mandou uma foto minha para ele ver. Sem pensar duas vezes, ele pediu para ela arranjar um encontro entre nós.

Eu não estava sabendo de nada enquanto ela mostrava fotos dele para mim pedindo minha opinião...eu dizia que ele era uma graça, mas achando que era para ela e não para mim. 
Observação: ela é irmã mais nova do meu amigo Bruno.

Eu confesso que achei ele um gato e com cara de mais velho, mas até ai...

Um mês depois, ela fez a gente se trombar no shopping perto de casa. Guilherme estava lindo, mas quase não falava, parecia um pouco tenso, meio trêmulo, mas me olhava de um jeito que me deixava nervosa. Almoçamos no shopping, conversamos um pouco e ele pegou meu número de celular com uma desculpa muito convincente: ele tinha um amigo que mexia com computador e eu precisava de alguém que arrumasse o meu.

Denise não me dizia nada...
- Denise, quantos anos ele tem?
" - 23."
- Ele estuda o que?
" - Agora ele não está podendo estudar...tá procurando emprego, mas relaxa."

Guilherme me ligou no dia seguinte para dizer que na verdade ele não tinha contato algum para me indicar, ele queria mesmo ter meu telefone para podermos conversar melhor e aproveitando a oportunidade me convidou para sair, mas como infelizmente ele estava sem carro ainda, perguntou se tinha problema irmos de metrô.

Eu fui buscá-lo. Fomos ao cinema. Entramos no carro e caiu minha chave do lado do passageiro. Os dois abaixaram para pegar, típica cena de cinema. Ele me segurou pela nuca e me beijou. Eu pensei - ferrou (para não dizer o palavrão que ia falar).

A partir daí nos víamos quase todos os dias, nos falávamos por mensagem instantânea, torpedos, etc... e eu pensando sobre a idade dele...23 anos, eu 28 anos, isto não vai dar certo. Eu perguntava coisas sobre a vida dele e ele respondendo tudo, mas quando o assunto era emprego, estudo, estágio, ele mudava de assunto.

Eu já estava completamente envolvida, mas não comentava com ninguém. Ficava sem graça em dizer que estava ficando com um moleque de 23 anos...ele dizia que a mãe dele queria me conhecer e eu dizendo que não achava uma boa ideia. 
- Ela vai me achar a "devassa"
" - Larga de bobeira Déo"
Até que um dia ele veio conversar sério comigo:
" - Déo, preciso te contar uma coisa. Tudo o que eu digo sobre mim é verdade, mas tem uma única coisa que eu menti. Eu quero que você acredite no meu sentimento por você. O que eu fiz foi por medo de te perder"
(eu pensei tudo de ruim que alguém podia ser, tudo, tudo...)
- Fala Gui, mas fala agora porque eu não quero mais ficar pensando em várias coisas horríveis e você sabe que eu tenho imaginação fértil...
" - Eu menti a minha idade"
- Ufffa, que alívio, tá bom, você tem o que? 22? tudo bem...isso não é nada!
" - Não Déo, eu tenho menos, bem menos..."
- BEM MENOS QUANTO??? (nunca pensei que por alguns segundos a ideia dele ser um garoto de programa cairia bem melhor)
" - Acabei de fazer 18. Fiz 18 no meio deste mês"

Eu fiquei sem fala porque sabia que a partir daquele momento eu teria que assumir este relacionamento e eu já estava envolvida até o último fio de cabelo. E detalhe: quinze dias antes eu poderia ser presa!!!!! Já pensaram???
Ele com 17 e eu com 28. 
Perguntei se os pais dele sabiam sobre a minha idade, ele disse que sim, que eles não se importavam com coisas deste tipo. Perguntei se a mãe dele sabia mesmo, porque mãe é mãe ne? E ele respondeu que ela não só sabia como dava a maior força para a gente.

Sabe quando a gente não sabe o que fazer? Estava passada...

Depois de alguns dias resolvi encarar a situação: eu definitivamente estava completamente apaixonada por ele que fez questão de me apresentar aos seus pais. Fui muito bem tratada! 
Ele insistiu para que eu apresentasse os meus pais. Enrolei, até que uma hora não deu para dizer não e o mais estranho aconteceu: meus pais não aceitaram muito bem a situação. 

Foi um relacionamento tumultuado pela falta de aprovação da minha família, pela minha falta de segurança na relação (não por conta dele) mas porque me sentia no lugar errado, ocupando um espaço que não deveria ser meu. Achava que pela minha idade eu estaria tirando a oportunidade dele estar com alguém da sua idade e perdendo o tempo dele comigo. Também achava que exigia dele uma maturidade que não era obrigatória para ele.


Quando estávamos só nos dois, não tinha dúvida alguma de que ele tinha sido a escolha certa, mas quando saía do flat e enfrentava o mundo, milhões de dúvidas me acompanhavam. 

E ele que poderia ficar na dúvida de alguma coisa era o cara focado em nós: lutava quase sozinho para que tudo desse certo, dava apoio em tudo o que eu fazia, me fazia rir, me fazia encontrar o lado mais criança de dentro de mim que eu não lembrava que existia, jogávamos vídeo game, desenhávamos corações na areia da praia, fazíamos guerra de cócegas, travesseiros e lençóis, dançávamos um para o outro e chorávamos de tanto rir...

Até que um dia a brincadeira acabou e partimos para outra fase de nossas vidas. O fim foi dolorido porque eu não esperava que ele fosse tomar esta atitude, achava que se isto acontecesse era eu quem faria. 
Ele viu que não dava para continuarmos algo que fatalmente chegaria ao fim por objetivos de vida diferentes: em breve estaria terminando minha pós, viajando para fora por meses e ele "ainda nas aulinhas de inglês"...embora eu soubesse que ele tinha razão, eu não aceitava a situação.

A idade atrapalhou? 

Posso dizer que sim como posso dizer que não.
Atrapalhou porque na hora de pensar em futuro, em juntar os paninhos de chão, ele com certeza não conseguiria me dar o suporte que eu precisava, simplesmente porque determinadas coisas ele não saberia como fazer.
E não, porque esta convivência me fez viver com mais intensidade, mais alegria e por que não dizer que me senti rejuvenescida?

O mais estranho de tudo isto é que eu me sentia inferior a ele, sempre me senti. Achava que ele tinha vivido muito mais do que eu, embora a diferença de idade. Acho também que nunca disse a ele isto e nem o quanto eu o admiro, mas é que na época eu não sabia demonstrar da maneira certa e acabava mais diminuindo do que enaltecendo suas qualidades. 
Minha insegurança era tanta que pensava: se eu elogiar suas qualidades ele  poderá se sentir e achar que eu sou ultrapassada pra ele. 
Como a cabeça de um ser humano é doida né gente?

Hoje relembro com carinho tudo o que aconteceu. 

O tempo passou, nos tornamos amigos...
Às vezes me pego pensando nesta história e no que poderia ter sido se tivéssemos insistido.

Outras vezes penso: se fosse hoje será que esta história seria tão intensa?
Mas de uma coisa eu tenho certeza: faria tudo de novo, exatamente igual e sem medo de ser feliz!

10 de out de 2012

Eu quero a minha mãe!!!!

A história de hoje é da Paulinha, e você tem alguma história para contar? Mande no caiforadeo@gmail.com que eu conto!!

Olá Deodora, sempre estou no seu blog comentando as histórias, lendo tantas histórias do Cai fora Deodora, resolvi escrever uma um tanto tragicômica que aconteceu comigo.

Conheci um garoto na balada da cidade, depois de trocarmos numero de telefone, facebook e MSN começamos a manter contato. E resolvemos nos encontrar de novo, até que nos dávamos super bem, mas no começo como ainda não tem muita intimidade ambos tem medo de falar alguma coisa fora de assunto, queimar o filme. Na verdade a gente tem medo da opinião alheia ne?

Lá pelo terceiro encontro estávamos andando pela rua da cidade quando ele começa a falar que não estava muito bem, que não sabia o que tinha e eu sinceramente achei que era desculpinha barata para poder ir embora, ou que seria uma deixa para começar a dizer "então Paulinha, sei que você é maravilhosa, masssss o problema sou eu. Como não queria deixar no ar o assunto, fui logo perguntando:

- Marco, o que você tem?
" - ....tee....nnnhhhoo...." e saiu correndo

Eu não entendi nada e numa cena ridícula, lá fui eu correndo atrás para saber o que estava acontecendo...
Quando cheguei pertinho descobri o que estava acontecendo, ele estava passando muito mal e chamando o "hugo" sem parar e depois começou a chorar e bem baixinho ficou chamando a mãe dele. 
Tudo bem, Déo, todo mundo vomita, mas chorar e chamar pela mãe????

Imagem extraída do site Igreja Batista Central

Era o nosso terceiro encontro e pelo visto último. 
A cena foi marcante, estranha, nojenta e engraçada!!
Último porque eu não teria coragem de sair mais com ele por vergonha alheia e ele pelo mesmo motivo, só que com vergonha própria.


Eu fiquei sem reação e a primeira coisa que pensei foi “e agora?”, eu nunca sei lidar com essas situações de gente passando mal ainda mais com este fator adicional, mas mesmo assim tentei perguntar como ele estava, levei ate o shopping para que pudesse no mínimo beber uma água (não sei se era a melhor solução) e depois de passado o susto tentei convencer que aquilo não era algo tão anormal assim (claro que era, mas eu queria ser legal e fazer ele parar de me pedir desculpas) e que outros encontros viriam e podíamos aproveitar melhor, mas naquele dia nada de beijos.

Outros encontros vieram, mas o caso não vingou. Não dava né Déo, primeiro porque eu lembrava daquela cena e segundo porque o próprio usou os joguinhos masculinos típicos para sair sem arrependimentos, nem ao menos para ter consideração por uma garota que cuidou dele ali naquele momento um tanto quanto nojento e um tanto quanto infantil. 
Bom, mas pelo menos rendeu esta história aqui no blog ne?

Paulinha, 
De verdade: ainda bem que ele saiu fora. Pode apostar que foi vergonha, não pela golfada, mas sim pela situação estranha de chorar e chamar pela mãe dele. Tudo bem, cada um com seu cada qual, mas o que a mãe tem a ver nestas horas...se ele ainda fosse um adolescente...mas pelo que me contou ele não era uma criança...quer saber? Cai Fora Paulinha!!!!!
Bjs da Déo

3 de out de 2012

Diferença de idade pega?

E o tema escolhido pela enquete foi...

Ele é bem mais velho do que você.
Embora ele não aparente ou aparente, ele poderia ser seu pai.
Ele mistura uma cara de safado com um jeito afetuoso. 
Te trata bem, muito bem por sinal. Não tem crises de ciúmes, ou tem, não sei, não tem crise de insegurança, ou tem, também não sei, mas você se sente segura com ele.

Já ela tem praticamente a idade da sua mãe. Um verdadeiro mulherão como se diz. Se vira muito bem sozinha, mas quando está com você deixa espaço para você ser "o cara" e você se sente por isto!
Algumas vezes se sente insegura com o corpo, mas tira de letra, às vezes tem receio de substituição do tipo "troco 1 de 50 por 2 de 25", mas sempre com um jogo de cintura que uma de 25 não teria...

Na teoria é tudo muito normal, estamos no século XXI e isto já é coisa ultrapassada, o importante é sermos felizes e o amor não tem idade, certo?
Errado. Ao abrimos as revistas e sites de notícias sobre celebridades, vamos encontrar comentários dos mais diversos e normalmente tendenciosos e maldosos, principalmente se a mulher mais velha está namorando com um jovem bonitão. 
Exemplos temos aos montes no Brasil: Marília Gabriela (se realmente eles foram namorados não sei, mas para a mídia foram), Suzana Vieira, Ivete Sangalo, Elba Ramalho, Fabiula Nascimento e por ai vai...

Eu já passei por esta situação e também já acompanhei de perto alguns relacionamentos assim e posso afirmar que na maioria dos casos o preconceito cai sobre a mulher.

Quero deixar claro que não sou feminista, porém, vivo neste mundo assim como vocês e não só recebo e-mails de pessoas me perguntando opiniões sobre isto como compartilho de situações parecidas na minha vida.

No primeiro caso não soa tão estranho assim, pois as mulheres costumam preferir os homens mais velhos pela maturidade que eles possuem. Existem comentários maldosos, mas são esquecidos rapidamente. Já ouvi dizer " ah esta pessoa tem carência excessiva, ausência de uma figura masculina na infância, quer dar o golpe do baú, mas ainda existe uma justificativa plausível: ela gosta de homens maduros! 
Exemplos também temos: Roberto Justus e Ticiane, Marcos Paulo (ex-marido da Flavia Alessandra) e Antonia Fontenelle, Eike Batista e Flavia Sampaio, Marcelo Camelo e Malu Lagalhães, Tom Cruise e Katie Holmes e por ai vai...

Estamos em pleno século XXI e o preconceito é algo ultrapassado...
Não, não é...

Diferença de idade pega e muito, mas não 2, 3 anos de diferença. 
Estou dizendo diferença de 10, 15 anos...

Pega para todos aqueles que não estiverem seguros dentro de si e dentro do relacionamento, para aqueles que não se convenceram sobre este relacionamento e que fica buscando respostas e mais respostas racionais sobre isto. A diferença de idade pega para quem ainda não conseguem reagir bem às críticas, aos que ainda não se desprendem de conceitos pré-fabricados e a todos nós que temos medo.

Sim, carregamos intrinsicamente o medo da perda, mas neste caso já é um relacionamento instável pela diferença de idade e de objetivos. Enquanto você mora sozinha e tem sua independência financeira, ele está pensando em qual faculdade entrar ou então buscando um emprego.
Temos medo da reação dos familiares ao se deparar com um "garotão que poderia ser seu filho" ou simplesmente da cara de rejeição da "sogrinha". Temos medo de nos expor, porque se expor é dar a cara a tapa...

O legal desta relação é saber que você não está sozinho(a) e que não é necessário enfrentar a barra pensando assim. Com o tempo, o respeito, a cumplicidade, a verdade e o companheirismo tornam-se o alicerce desta relação e a idade será apenas detalhe.

Este papo ainda continua em outro texto que compartilharei em breve neste espaço...