28 de jun de 2013

A amizade vale mais?

O Cai Fora Deodora é feito de gente como você, de gente como eu. É feito de histórias que podem ser contadas por mim ou por qualquer outra pessoa.
Aqui não existe preconceito. Existe o respeito e a cumplicidade. Aqui também existe a opinião e por isto todo mundo pode opinar, contanto que seja respeitando o outro. Esta semana quem conta sua história é a Manoela. 

" Oi Déo!
Me chamo Manuela, moro no Rio e venho contar mais um "caso" de amiga da onça. 

Eu estava "ficando" com um menino (o Pedro). O Pedro tinha um amigo,  o Thiago que tinha uma ficante, a Maria. Num belo dia, o Pedro me chamou pra ir num barzinho e avisou que lá estariam o Thiago e a Maria.

Fomos.
Conheci a Maria. A gente se deu muito bem de cara, os assuntos fluíram de uma maneira que eu parecia conhecer a Maria de décadas...

Depois desse dia eu e Maria ficamos amigas, mas amigas aquelas super amigas mesmo...contávamos TUDO uma para outra e CLARO, mirabolávamos planos maquiavélicos contra os nossos ficantes (aquelas coisinhas básicas que acontecem nas amizades de sair e tal) mas NUNCA fazíamos nada...hahahaha

Porém, eu e o Pedro terminamos e ela e o Thiago continuaram ficando (mas o Thiago não estava nem ai para Maria, pegava quando dava...). 
Eu que sempre fui de sair, de ter amigas e tudo mais combinei um dia de sair com minha outra amiga, pra balada, pra curtir... 

E a Maria estava no Facebook choramingando que o Thiago havia largado ela em casa e partido pra uma festa em Copacabana (hahahahaha...coitada!)...ela perguntou se poderia sair com a gente aquele dia e eu concordei... BINGO! 

Ela conseguiu o que queria deixando o Thiago morrendo de ciúmes, afinal, ela tinha dado um "cai fora" pra ele e saiu também!)...
A noite foi linda...nos divertimos MUITOOOO!!

Passou 2 meses e o Pedro implorou pra voltarmos e toda boba acabei voltando. A partir dai eu senti que a Maria ficou ainda mais minha amiga, tudo quanto era lugar que eu saia com o Pedro ela pedia para mim e eu pedia para ele chamar o Thiago (e assim ele fazia..)

Passou 6 meses e eu terminei com o Pedro e a Maria começou a namorar o Thiago (namoro firme mesmooooo!) fiquei feliz por ela... 

AI COMEÇOU O PROBLEMA DA AMIGA DA ONÇA...

Maria não me ligava mais, não falava mais comigo, marquei de nos vermos umas 2 vezes e ela falava que ia e me dava um bolo...ATÉ QUE..eu joguei uma indireta no facebook e ela se doeu...

É...eu disse que quando a pessoa quer alguma coisa que você possa oferecer, se faz de amiga e tudo...OU SEJA, quando ela precisou de mim pra finalmente fisgar o Thiago ela viveu atrás de mim...até porque eu levei ela pra sair, dai ela conseguiu fazer ciúme no Thiago e eu ajudei a ela ficar mais próxima dele,  afinal eu e Pedro sempre chamávamos eles pra sair. Tirando estas situações o Thiago nunca chamava ela pra nada.


Também sei que foi uma atitude muito imatura da minha parte jogar indireta no facebook, mas eu tentei falar com a Maria sobre o jeito dela, mas ela NUNCA podia falar comigo e sabia que assim ela iria ler.

Paramos de nos falar já tem 1 ano...
E eu sinto muito a falta dela.

O que eu faço?

Manu, antes de mais nada você tem que esquecer um pouco este orgulho. Amizade é algo tão valioso que nem cabe o orgulho.
Eu espero que este texto seja uma oportunidade ou uma deixa para vocês se falarem! 

Boa sorte
Bjs da Déo

21 de jun de 2013

Toda regra tem sua "esseção" (aiiiii)

" - Alô por gentileza sra Deodora Mendonça?"
- É ela, quem fala?
" - Aqui é da Tele-mensagens "Faça seu Amor Feliz" e temos uma tele-mensagem para a senhora, podemos transmitir?"
(ainda existe tele-mensagem? no mundo da internet isso ainda é negócio?)
- Tudo bem, pode transmitir.
Foram trechos de músicas, poesias e alguns outros que não reconheci. Ao final o locutor diz:
" - Para mim fazer uma coisa destas é porque realmente eu gosto muito de você Déo. Esta foi a minha homenagem para você - pausa - Dona Deodora, a senhora imagina quem enviou esta tele-mensagem?"
- Não! Quem? (eu precisava saber de qualquer jeito)
" - Puxa, que pena nós não podemos divulgar seu nome sem autorização, sendo assim, a senhora quer dar algum recado para ele?"

 - Olha, considerando que eu não sei quem é, a única coisa que eu posso dizer é para ele ter mais contato com a língua portuguesa porque "para mim" não faz nada.

Os dias passaram e as noites também...um belo dia eu chegando no flat dou de cara com um vizinho gato que sempre encontra comigo no hall e no elevador:
" - Oi Déo, tudo bom?"
- Tudo Beto e você?
" - Também...queria dizer que você é muito enigmática e epifânica!"
- Ah tá...obrigada! 
(enigmática ok, agora epifânica...achei um pouco estranho, mas não comentei nada)
" - Déo queria te dizer que eu tenho lido bastante...e tenho me sentido muito mais...inteligente!
- Leitura é uma ótima opção Beto! Continue. Preciso ir para uma reunião agora, tchau!

Epifânico???? 
Este sujeito deve ter lido o dicionário e esqueceu de associar nome ao significado...e automaticamente uma luz piscou na minha cabeça e lembrei da tele-mensagem. 
Fiz questão de caçar o telefone da tele-mensagem na net e ligar pra lá.
Descobri duas coisas: a primeira é que quando me perguntaram se eu sabia quem era o sujeito que me mandou a mensagem o próprio sujeito estava ouvindo a minha "reação" porque ele pagou "reação ao vivo" e segundo que eles não podiam dizer quem era porque eu não reconheci, mas que se eu chutasse algum nome e fosse, eles confirmariam. 
Espertinha do jeito que a Déo é, jogou: Ah, eu não queria dizer ao Beto que reconheci ele!
Era ele mesmo!

E agora eu já tinha falado que ele precisava conversar mais com a língua portuguesa...por isto que ele "epifanizou" a conversa...O que fazer?



Encontrei com ele de novo no elevador...
- Oi Beto, obrigada pela mensagem, mas na próxima você pode conversar comigo daqui do flat mesmo...
" - Ah mulher epifânica...te chamarei para congratular qualquer dia destes..."

Foi engraçado, mas triste também.
Lembrei desta história porque estamos passando por semanas históricas no Brasil. Em que educação e saúde são exigidos pela população ao Governo. O nosso acordar está cada vez mais aguçado e lembrar daquele cara lindo, porém sem cultura, sem saber usar as palavras direito foi impactante para mim. 

A nossa cobrança só pode ser feita se tivermos conteúdo, se soubermos o real motivo da manifestação e se aprendermos a exigir. 
O índice de analfabetismo está em 8,6%. Traduzindo: são 12,9 milhões de analfabetos no Brasil. É muita gente. É muita coisa. É muito tudo.
Vamos continuar lutando. Já vimos nosso poder, mas agora precisamos ter coerência para lutar.

Esta história do Beto por exemplo não terminou por ai.
Eu tentei me aproximar mais dele para entender o que acontecia. E ai fiquei sabendo que ele teve que trabalhar desde cedo e que não pôde estudar. Indiquei alguns sites gratuitos com cursos online da língua portuguesa, de outros temas, emprestei livros e revistas, me ofereci para ajudá-lo de alguma maneira e deu certo.

Hoje ele está fazendo o supletivo (morrendo de vergonha) mas está terminando o ensino médio. Já pensa em fazer faculdade e eu? Tenho um baita orgulho do meu amigo Beto.

Não foi o amor da minha vida, mas é o orgulho da minha vida.

12 de jun de 2013

O amor está no ar...

Conheceu seu belisco de um jeito diferente, engraçado, curioso? 
Conte sua história por e-mail e peça para ele contar a versão dele também, mas não vale mostrar um para o outro. As as duas histórias serão postadas no www.caiforadeodora.com.br 

De presente eu recebi a história dos meus queridos "The Rockets!" 
Na verdade, recebi a história da Rocket que está fazendo surpresa para o Sr Rocket (mais conhecido no blog como Undívago)!

"Aproveitei o Dia dos Namorados para contar para vocês como encontrei a minha alma gêmea e aproveitar para fazer uma homenagem ao amor da minha vida.

A Déo já vinha nos pedindo para dividir com vocês nossa história há um tempo e achei que não havia data mais propícia que essa.
Sempre vi o Twitter como um espaço onde eu podia falar de tudo, brincar, falar bobagem, soltar o verbo e até me lamentar já que o público ali é um pouco diferente das demais redes sociais. Mas sempre têm aquelas pessoas do nosso círculo social que adoram julgar o que escrevemos e mesmo achar que tudo é indireta para elas. Por causa disso, decidi criar uma personagem para poder ter liberdade de expressão foi aí que nasceu a Rocket Girl.

Passado algum tempo, um seguidor da Rochet Girl apresentou minha versão masculina: o Rocket Man, outro personagem do Twitter.

Não sei porque motivo aquela arroba me causou imensa curiosidade. Não só pelo nome, mas alguma coisa nele me chamou atenção e eu passei a me comunicar mais com o meu “soulmate” (passamos a nos chamar assim de brincadeira) Rocket Man.

A conexão com aquela arroba, sem nome e sem rosto, passou a ficar cada vez mais intensa e intrigante. Passei a acordar pensando nele, postar pensando nele, a entrar no Twitter o procurando.

No Dia dos Namorados do ano passado eu estava visitando minha irmã no Rio Grande do Sul, que é a terra natal dele (mais uma das inúmeras coincidências em nossas vidas) e resolvemos nos “apresentar” por e-mail. 
Trocamos fotos e revelamos nossos nomes. (Nos falávamos desde janeiro e até então sem rosto revelado!)


A aproximação cresceu. Eu passei a sentir necessidade de falar com ele todos os dias. Falávamos de tudo. Compartilhávamos nossas vidas por todos os meios eletrônicos existentes. Ele me contava tudo e eu a ele. Estávamos 100% conectados, exceto por uma coisa: a gente não se conhecia pessoalmente. Eu morava em Vitória, no Espírito Santo, e ele aqui no Rio.



Mas um dia eu decidi que era agora ou nunca! Comprei passagens e mandei para ele o número do voo. Eu estava vindo para o Rio conhecê-lo.
Foram tantos sentimentos... medo, euforia, confusão, paixão...algo inexplicável estava acontecendo pela primeira vez em minha vida!

Quando o avião pousou eu ria histericamente (quando fico nervosa acontece isto). E quando olhei pelo vidro do desembarque ele estava lá, à minha espera. Foi quase o melhor dia da minha vida. Nunca mais nos desgrudamos desde então. Conheci minha alma gêmea, my soul mate, minha cara metade, minha metade do todo...

Menos de dois meses depois eu estaria largando toda a minha vida em Vitória e me mudando para o Rio para viver com o amor da minha vida. 

ESSE FORA O MELHOR DIA DA MINHA VIDA: quando entrei no apartamento e encontrei uma caixinha de presente com as chaves e um cartão lindo de boas vindas.

O que tem que acontecer simplesmente acontece. Não depende de distância, não depende de nada. Só depende do amor..."

"The Rockets": é por causa de histórias de amor assim que eu acredito no amor. Tenho um carinho imenso pelo Rocket Man, um sujeito com um coração enorme e que de brinde me deu a oportunidade de conhecer a Rocket Girl uma outra pessoa maravilhosa. Só podia dar certo! 

6 de jun de 2013

E agora Deodora?

Feriado é uma oportunidade de você sair do foco de atenção que você está, colocar um "pause" e curtir o momento presente. Como eu li ontem numa destas frases do Sr Facebook..."ansiedade é viver no futuro, tristeza é viver de passado e tranquilidade é viver o presente". Fui viver o hoje. Fui lá desfocar o pensamento.

Motivo do pensamento focado: reencontrei um amigo que não via há anos. Sabe aquelas pessoas queridas que quando a gente vê fica feliz só por saber que a vida delas está andando? Foi assim!

Na semana seguinte ao nosso encontro ele simplesmente se declarou para mim. Disse que sempre foi a fim de mim, mas que nunca imaginou ter a mínima chance comigo, que eu mexi demais com ele neste reencontro e que não era possível isto.

Seria tudo lindo se não fosse um pequeno detalhe: ele está namorando. Sim. Ele namora uma pessoa que mora na mesma cidade que eu e ele por sua vez mora em outro estado. Dito por ele é namoro novo e eles são muito diferentes. Ela, racional, ele, coração puro. Ela, muito nova e não quer ter filhos tão cedo. Ele, mais velho e louco pra ter filhos!

Receber a declaração não foi tão impactante do que ouvir que ele namora. Tudo bem que uma declaração não esperada mexe com nossos sentidos, mas o outro ponto me aflige. O fato é que ficamos muito próximos sobre nossas vidas, falamos sobre nossos empregos, planos profissionais, trocamos ideias e falamos de nossos planos pessoais (muito parecidos por sinal).

Como conto de fadas não faz parte do meu repertório já faz um tempo, fui levando a situação com cautela
" - Déo, eu jamais procuraria você para algo se não resolvesse minha vida. Pode deixar, eu vou resolver isto o quanto antes."

Eu não dizia que sim e nem que não, mas por dentro eu sabia que ele já tinha virado meus pensamentos de cabeça para baixo. Estes anos afastados fizeram bem a ele, se transformou num homem enigmático, interessante, trabalhador além de ter atributos físicos que me atraem. Fiquei fora do ar...

Depois de uma semana relutante e achando que tudo isto era apenas uma empolgação do sujeito resolvi largar as rédeas e deixar ser o que fosse ser...


Nas semanas seguintes só conversamos quando eu fui chamá-lo por torpedo, mensagem instantânea, whatsapp, etc...e sempre mega atencioso e dizendo que está com saudades mas está complicado com a empresa dele...

Eu fui viajar...o pensamento vinha e eu falava "não, quero viver o presente apenas". É ruim quando a gente tá lá e a cabeça tá aqui né? 

O fato é que no mesmo feriadão que eu fui viajar a namorada dele foi visitá-lo (claro, eu faria o mesmo e eu me vi com ciúmes dela com ele - pode isto?). 

O feriado acabou. Eu me diverti demais. Conheci pessoas. Beijei. Curti...mas um mosquitinho ficava me rondando.

Assim que pude fui conversar com ele, bater um papo, dizer que estava com saudades...e ele com o mesmo script " to com saudades, mas estou sem tempo, está terrível, to esgotado, tá difícil etc..."

Ainda nesta mesma semana ele faz uma declaração de amor imensa para a namorada...e eu me pergunto: e agora Deodora?