23 de jul de 2013

Estar ou ser sozinho(a)?

Quem acompanha as histórias aqui no blog Cai Fora Deodora, sabe que eu estou solteira e já faz um tempinho. 
Nada preocupante (não me isolei do mundo, não quis comer, rezar para depois amar e nem fui pagar meus pecados na escadaria de Nossa Senhora Aparecida), mas por estar sozinha muitas vezes me perguntam:

" - Nossa Déo, você ainda está sozinha?" eu penso em muitas coisas antes de responder, mas limito a dizer: 
- Estou solteira, mas não sou sozinha.

Quando digo não sou sozinha, não estou me referindo a ter amigas e amigos de balada e nem dizendo que toda semana tem um cara diferente batendo na porta da minha casa. É que para mim existe uma grande diferença entre ser sozinha e estar sozinha. 

Ser sozinha independe de estar rodeada ou não de amigos. Independe de ter o marido dos sonhos. Ser sozinha é não ter se encontrado. É não ter descoberto que você é a melhor companhia de você mesma. Ser sozinha não é morar sozinha, ser independente. É algo desconexo. 

Já estar sozinha é um estado de espírito. É uma decisão. Você está sozinha agora porque escolheu estar sozinha. Você se reconhece como indivíduo único e escolhe estar neste momento sem ninguém.

Além destas suas situações tem aqueles que são sozinhos estão sozinhos. Ou seja, pessoas que estão sozinhas como consequência de serem sozinhas. Porque criaram um muro tão alto em seu redor, uma redoma de proteção tão intensa que não conseguem se relacionar com mais ninguém, ficam inacessíveis, esquecem de conviver e compartilhar. Esquecem de fazer parte de um todo. São pessoas que evitam o envolvimento (e não me refiro a envolvimento afetivo) me refiro a envolvimento puro. A estar disposto à alguma coisa. Estar disponível a se entregar.

E como todo mundo quer pertencer a algum lugar quando uma pessoa chega a este ponto é porque ela está e é sozinha. E normalmente esta situação recai sobre a mulher. A sociedade criou uma nova mulher que embora queira ser independente financeiramente, seja decidida, determinada, ela quer ter carinho, colo, reconhecimento, amor e um momento para compartilhar.

E você? Está sozinho(a) ou é sozinho(a)? Por que? Qual papel você escolheu estar? E lembrem-se: nós só conseguimos saber quem somos se aprendermos a aceitar quem somos.





10 de jul de 2013

E ai? Ele beija bem?

O assunto surgiu sem pretensão nenhuma, numa conversa informal com minha amiga Tabata e ficou impossível não compartilhar com vocês.

Não tem nada pior que você ficar imaginando por alguns instantes antes do tal primeiro beijo do casal rolar, que ele será maravilhoso e na hora descobrir que era muito mais sonho que realidade.

Tem temporada que parece que todos saíram da mesma escolinha do beijo. 
Todos no estilo "roto rooter" ou se você preferir beijos desentupidores de pia. Você não consegue respirar, pensar, se mexer porque normalmente eles vêm junto com uma força inexplicável do sujeito de segurar sua cabeça de tal forma que você só consegue respirar...e mesmo assim é trabalhoso. Quando o beijo acaba você se sente saindo da aula de spinning da academia: ofegante e quase sem ar. 

Ah e já aconteceu de ficar dolorida de tanta força contrária para sair do beijo. E curiosamente todos os "roto rooter" que eu conheci estavam na faixa dos 40 anos...

Outras épocas parecem que saíram da escolinha "câimbra" porque a língua não se mexe. Ela fica totalmente estática dentro da boca do sujeito ou da sua e o que é pior não te dá liberdade de passear e explorar o universo do sujeito. Esqueceu ali e ficou. Eu não sei onde foi que eles acharam que língua no beijo tem que ser dura e sem movimento, flexibilidade e muito menos emoção. Ah! Esta escola é da geração Z. Pelo menos comigo foi...

Tem outros que preferem a escola das tartarugas...você chega pronta para conhecer o local e ai a língua some... não aparece em local nenhum, não disse a que veio e se bobear você jura que está beijando um travesseiro! Estes não tem idade, aconteceram em todas elas...

Agora não tem nada pior (pelo menos para mim) do que bafo. 
É o seguinte: se você sabe que tomou vodcas demais ou que seu estômago não tá legal...de duas uma: ou não beija ou se cuida, pasta nos dentes, enxaguante bucal, chiclete, ramos de hortelã, ajax, cândida, sei lá...dá um jeito porque bafo não é necessário e ainda mais para mulheres como eu que sentem cheiro em quilômetros de distância. Meu "cheirador" é muuuuuuuuito aguçado e quando eu sinto eu não consigo nem fingir que nada está acontecendo.

E para finalizar tem o beijo "não to com vontade de te beijar" que é aquele que você está toda afim, toda dedicada e o cara está de olho aberto tentando ver a próxima vítima. 

Beijo é pessoal e intransferível. 

O que eu gosto pode não ser padrão para todos, mas tem algumas regrinhas básicas para um bom beijo. 

O primeiro é higiene bucal, não custa nada e ainda cai muito bem. 
O segundo é pelo menos mostrar interesse em estar com aquela pessoa. Se é para constar na sua lista de pegadas, por favor, pule a minha vez. Gosto de beijar, mas adoro ser beijada com vontade quando beijo. 

E por fim, tente acompanhar o que o parceiro tá fazendo...assim você não erra. 

Exemplo: se ela tá beijando devagar, carinhosamente, possivelmente ela é do tipo mais romântica...gosta de beijos demorados, carinhosos, com passada de mão no cabelo e pode até tentar uma leve puxada no cabelo... o que importa é a sintonia.

Boa sorte e bom beijo! 

Portal São Francisco

2 de jul de 2013

Cai Fora Deodora


Pouca gente sabe, mas o Cai Fora Deodora nasceu em 2009.

A proposta era simples: escrever as diversas, engraçadas e inusitadas histórias que a autora aqui passava.
Era uma forma de mostrar às pessoas que acessassem que não acontecia apenas com elas. Eu não divulgava, eu não indicava, eu simplesmente escrevia. Quem aparecia era por sorte!

Demorei dois anos para me convencer que as histórias escritas aqui, poderiam sim fazer as pessoas se sentirem melhores e inclusive encorajadas a contar as suas histórias neste sofá que é o símbolo da Déo.

Fiz uma rotina: toda semana uma nova história. Histórias verídicas contadas por mim e que podiam ser minhas, dos amigos, de alguma conversa de bar, mas sempre pensando em dividir a vocês momentos de risadas e até mesmo de reflexão.

Com o aumento significativo de visitas, a Déo tomou forma, ganhou rosto e até página no facebook, tanto ela como o blogContinuei aqui postando histórias verídicas de forma leve e divertida pontuando situações do cotidiano imparcialmente.

Não posso esquecer das parcerias que tive neste período. Ótimos blogs parceiros e alguns donos dos blogs até se tornaram amigos pessoais.

O objetivo deste texto aqui é dizer que quando a gente quer algo e corre atrás, as coisas acontecem. Nunca pensei na minha vida ter um blog com mais de 300 visitas diárias sem investir em publicidade ou coisa do tipo. Nunca pensei ter mais de 70.000 visitas em 2 anos sem fazer nada além de postar histórias...O Cai Fora Deodora é meu filho. É a maneira que eu sei dizer ao mundo que nem sempre tudo são flores, mas podemos retirar os espinhos e seguir adiante!

Passei aqui também para dizer que sem vocês, fiéis leitores, eu jamais chegaria onde cheguei. 

Este blog continua sendo um lugar para você sentar e bater um papo. Assim, como se estivesse conversando com uma amiga. Não há julgamento, não há crítica, existe apenas opinião diferente.

E vim aqui também para avisá-los que por algum tempo os textos serão mais esporádicos. Não posso determinar a frequência dele, mas vai ser menor. Alguns compromissos me tomam mais tempo que o esperado! 

Mas continuem por aqui que quando der eu apareço.

Bjs da Déo!