28 de ago de 2013

Uísque ou água de coco para mim tanto faz...se o beijo não for de Chihuahua

O conta pra mim, Déo continua a série de "Histórias de Amargá" com a protagonista Magali, ou se preferirem Magá. Esta história lembra muito outra história daqui E ai? Ele beija bem?

" Fiquei muito desanimada e decepcionada depois do evento com o cara da Hilux, mas qual é a sina do brasileiro? Tentar, tentar, tentar e não desistir nunca.  


Sou brasileira e parti para o próximo. No contexto o próximo do site. Eu não colocava muita fé no sucesso desta vez. Ele falava como um homem de 60 anos embora tivesse 36. O descompasso de ideias era evidente, mas ele continuava insistindo então porque não tentar?

Conversamos por meses. Ele nunca marcava o encontro, sumia, mas um certo dia resolveu me convidar para um réveillon em uma cidade do interior. Eu propus então que ele viesse me conhecer antes...
Em nossas conversas ele falava de queijos importados, uísque e coisas rebuscadas e eu vivia no meu mundo de comida mineira com um bom tropeiro com torresmo. Se desse certo seria o encontro da Dama e o vagabundo, neste caso, trocando os gêneros. Ele sugeriu um uísque com água de coco para o dia do encontro, achei a proposta um pouco estranha. 

O ENCONTRO: Marcamos em frente a um supermercado, próximo a minha casa para ele me buscar. Ele já estava lá com a BMW estacionada quando cheguei. Ao abrir o vidro pude sentir o ar de prepotência (ainda vou entender o efeito que os carros causam nos homens, parece uma extensão do corpo que os deixam superpoderosos, ou pelo menos, eles se sentem assim).

" - Está com fome?" 
- Não.
" - Eu preparei algo especial para nosso primeiro encontro Magá "

Confesso que fiquei com medo deste "algo especial". Rodamos a cidade e ele pedindo vários selinhos e todos negados por mim, não estava me sentindo a vontade. Os assuntos começavam com a pergunta dele e quando eu ia responder ele fazia outra pergunta em cima, sem me deixar responder. O fato é que ele queria falar, falar, falar e pouco se importava a minha opinião.  

De repente ele entrou em uma churrascaria. Não entendi, já que eu não estava com fome como havia falado. Ele estacionou o carro e me chamou para avistar o horizonte que por sinal era bem bonito. Para completar ele abriu o porta-malas e adivinhem...lá tinha uma caixa de isopor com, com, com... Um uísque e duas caixas de água de coco!!!!!! Acreditem!

A festa não parou por ai, ele dirigiu-se ao carro e ligou o som bem alto tocando músicas de balada e começou a dançar, se movendo de um lado para o outro, tipo um pêndulo. Isso mesmo: balada na BMW no estacionamento da churrascaria!!! Alto nível!!!

Começou a chover mansamente e a preocupação normal feminina de molhar os cabelos me veio. A vergonha já tinha chegado há tempos, pois ele estacionou ao lado da guarita do segurança do estacionamento. Delicadamente ele me acomodou no porta-malas sentada em uma blusa. Sentar lá foi o meu erro. Ele tinha a posição exata para me dar o tão desejado beijo, sem que eu pudesse ter ação. 

PAUSA: Alguém me explica como um homem de 36 anos ainda não sabe beijar? Beijar é uma coisa tão simples! E o mundo tem tantas laranjas pra gente treinar! Ele acha que me beijou, mas eu ainda acredito que foi um chihuahua que me lambeu. A língua dele se movia freneticamente de um lado para o outro e a comparação foi inevitável.


Durante o suposto beijo comecei a ficar nervosa, muito nervosa, muito nervosa. Não conseguia me desvencilhar da armadilha. Então num súbito movimento involuntário mordi a língua dele. Mordi mesmo! Não dei conta! Ele se afastou gemendo: Ai, ai, ai... Por um momento paralisei, pensando o que fazer e de repente disse: Doeu? Ah desculpe, eu sou assim mesmo! Gosto de morder, mas vou tentar me controlar.  

Para conseguir acabar com aquilo disse que estava com fome e consegui sair de lá para comer uma pizza no pedaço (convite “romântico”, né?). Para completar a situação ele pediu para servir a pizza “na boca”! Ai Jesus lá fui eu dar pizza na boca do bebê de 60 anos. 

Ele queria continuar a “badalação”, mas pra mim já tinha ultrapassado todos os níveis de paciência, educação etc. E mesmo sem querer, ele me levou para casa. Quando parou o carro ainda me disse que não era comumente tão carinhoso assim, mas que sentiu liberdade de ser comigo porque ele estudava muito a espiritualidade e sentiu que entre nós existia uma sintonia e que nossas auras combinaram imediatamente quando nos vimos. 

(tinha uma coisa muito errada neste conhecimento espiritual dele)

No outro dia me ligou repetidas vezes em todos os telefones que ele tinha. Não atendi. 

Ao final do dia resolvi enviar uma mensagem dizendo que a gente não dava certo. Ele respondeu: Tô contigo e depois ele disse que a forma física dele era provisória e que em pouco tempo iria voltar à forma física habitual. Deixei pra lá porque explicar algo a ele não ia adiantar!

Passei o réveillon em casa e beijo de chihuahua nunca mais!"

Magá eu ri muito com esta história e fiquei imaginando a cena: você mordendo a língua dele e ele gemendo...não posso falar nada porque algumas situações um tanto quanto estranhas também acontecem comigo, por isto o "Cai Fora Deodora" 

Super obrigada pela colaboração! 
Bjs da Déo

Reações:

1 comentários:

Noossa! Que situação!!!

Ainda existem homens de 36 anos com essa mente fechada de garoto de 18??? kkkkkkkkk

Super tio da balada! rs

Bjs