25 de set de 2013

Pelos direitos. De todos!

Historicamente, foi no século XIX que grandes manifestações aconteceram em busca dos direitos femininos. Atos pedindo inserção no mercado de trabalho, salários igualitários, direito de votar e se elegerem para cargos públicos entre outros, mas foi na década de 60 que surgiu o movimento feminista lutando pela igualdade dos direitos entre homens e mulheres. 

No Brasil, com o avanço da Revolução Industrial (1830 - 1930) muitas mulheres foram contratadas para trabalhar principalmente nas fábricas têxteis, mas somente entre a década de 70 e 90 que as mulheres entraram de vez em cargos públicos e mercado de trabalho de forma igualitária.

Toda mudança acontece aos poucos, mas gerou uma mudança de comportamento em grande massa: a pílula anticoncepcional foi uma das maiores mudanças de comportamento da mulher dando o poder de escolha à mulher com quem ou não reproduzir (poder que antes ficava com os homens), os eletrodomésticos desenvolvidos para esta nova mulher mais prática e com pouco tempo, as creches para as crianças irem à escola mais cedo, etc...

Com o salário veio a independência financeira e o direito de escolher o que comprar sem críticas.

Hoje em dia as mulheres tornaram-se independentes financeiramente e emocionalmente e carregam este "peso". Digo peso porque do outro lado temos os homens.

Eles estavam acostumados com determinados comportamentos femininos e estes mudam. Assustados, começam a compreender de forma errada esta tal independência.

O primeiro tipo que eu sempre me deparo é dos homens que se assustam com esta independência toda e acham que a mulher merece ser tratada como objeto descartável:

" - Vocês pediram independência não pediram? Agora aguenta! Homem quer mulher educada, comportada, delicada, mulher pra casar e não esta liberdade toda que vocês conquistaram. Assim nenhum homem leva vocês a sério, até mesmo porque vocês não precisam da gente para nada, para ajudar vibrador está super em alta!!" (como se ser educada, comportada, delicada não combinasse com independente)

Uma outra vertente acha que as mulheres estão certas em terem esta liberdade toda, esta igualdade, mas por conta disto apoia a causa dizendo que elas devem sustentar os homens:

" - Eu acho o máximo. As mulheres tem mais é que pagar a minha conta mesmo e se quiserem largo o meu emprego e fico em casa."

Agora raros mesmos são aqueles que entende o papel da mulher na sociedade e que conseguem enxergar algo simples: todos são seres humanos e isto nos faz iguais.

O que é melhor? Uma mulher que te ligue a cada 20 minutos perguntando o que fazer, que decisão tomar, que presente comprar para a sobrinha, se faz ou não um MBA, se viaja para fora num intercâmbio ou aquela que decida o que tem que fazer? Que insegurança é essa?

Tomamos conta da nossa própria vida sim, pagamos nossas contas, moramos ou não sozinhas, mas isso não impede de querermos compartilhar. Resolvemos nossos problemas sozinhas assim como vocês resolvem o de vocês, mas gostaríamos de ter um parceiro para dividir momentos de carência, de tristeza, de alegria, assim como qualquer outra pessoa.

Blog do Freire
Mulheres independentes são seguras de quem são e tomam atitudes assim como os homens, sem jamais perderem sua essência e doçura, não são autossuficientes, não se bastam porque ninguém na Terra se basta. 

Não estou colocando aqui uma separação entre homens e mulheres. Meu objetivo é justamente o contrário. É mostrar que tanto uns como os outros podem ter a quem recorrer e devem. O que não devem é rotular, dar títulos e separar as pessoas em caixinhas. Somos seres humanos. E este deveria ser o princípio. Somos todos iguais. Nem a mais e nem a menos. 

Reações:

1 comentários:

Isso mesmo Deo! Infelizmente coma independência vieram outros preconceitos. Cabe a gente saber administrar isso e mostra nosso espaço como mulher amável e segura! Podemos ter os dois ao mesmo tempo!
Mari!