27 de mar de 2015

E a sua fé?

Você está no emprego dos seus sonhos, feliz da vida, realizado. Encontra-se numa relação super bacana, super parceira, comprometida e saudável. Sabe aquele relacionamento que há tempos você não encontrava? 

Então, é bem este relacionamento ai. Todos da sua família estão bem: tanto de saúde quanto emocionalmente. Você nem se lembra quando foi a última discussão que tiveram e qual o motivo, mas se recorda da última gargalhada que teve com eles.

As coisas estão andando de vento em polpa e você não consegue imaginar a vida de outro jeito.

Você está sem emprego ou com um emprego ruim, ganhando pouco, as pessoas são asquerosas, você não sabe o que é falar com a sua mãe ou seu pai pessoalmente há meses e quando conversam é pelo whatsapp. 

Relacionamento amoroso? 
O que é isso? 
Compra em supermercado? 
" - Ixi nem sei quanto tempo faz". 
Você não vê perspectiva. 
Você não sabe a quem recorrer e se por acaso tem alguém a recorrer.

Te pergunto então: e sua fé? Aonde está?
Em que você acredita? Em qual das situações que mencionei você busca a sua fé e seu equilíbrio.

Eu sei que este blog conta as histórias engraçadas do cotidiano, mas ultimamente tenho visto situações que fogem das histórias engraçadas e entram num campo subjetivo: nossa fé.

A maioria das pessoas que eu encontro buscam sua fé quando está tudo bem. Quando a vida anda sorrindo para elas, ai elas sorriem. O que é fácil, pois é muito fácil agradecer a Deus/Universo ou o que quer que seja que você acredite quando o mundo sorri para você.

" Fé: estado ou atitude de quem acredita ou tem esperança em algo. = confiança, esperança." (Dicionário priberam)."

Por isso que não é ligado à religião e sim no acreditar.E para mim os dois momentos pedem fé: quando estamos bem para fortalecer aquilo que está indo bem e quando nada vai bem para exercer a resiliência e a resignação.

A rapidez dos acontecimentos, a velocidade dos relacionamentos faz com que as coisas tenham a obrigação de acontecer no dia, hora, minuto e segundo que queremos. 

E esquecemos que muito "sofrimento" que arrumamos são mais "sofrências" nossas do que de fato dores. Preferimos ficar ruminando coisas que aconteceram, dores que nos perturbam porque assim construímos nossos muros, nossas barreiras e desculpas para qualquer outra situação que iremos passar semelhante àquela em que vivemos.

Ou seja, não vivemos cada fase que temos que viver e vamos atropelando tudo. Fugindo e fingindo que nada está acontecendo.

Cada fase tem sua importância e sentí-las faz parte do amadurecimento.
Quantas vezes você passou por uma situação e logo depois que passou você pensou " - sabe que foi bom ter passado por tudo aquilo que eu passei? Se não fosse aquilo eu não saberia reagir a tal situação hoje."

Em resumo é: vamos parar de dramatizar situações e vamos sentir, sofrer o que tem que ser sofrido e depois continuar a caminhada? Vamos deixar o papel de coitadinhos e vítimas do mundo e vamos olhar para nós mesmos procurando a resposta em nós e não a culpa no outro?

E outra coisa: vamos agradecer mais? 


Se as coisas não estão saindo como você quer agradeça a possibilidade de testar seus limites, sua coragem, sua força, mas chega de "mimimi", de "sou vítima do mundo", "não tenho sorte", "sou legal, mas o mundo não gosta de mim". 


Vamos sair do muro das lamentações e vamos para a caminhada das atitudes!!



Quem tem a ganhar?
Primeiro você porque vai se sentir muito mais seguro e forte e em segundo o mundo ao seu redor, "porque gente feliz não enche o saco".

Fé pra todo mundo!

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