30 de jun de 2015

Aquilo que você ia dar, mas...

Era dia dos namorados, sexta-feira 12. Há unos anos atrás. Eu estava com um belisco promissor. Aqueles que a gente fica amigo por um tempo, depois passa a se falar muito e depois o próximo encontro não tem como não ser outra coisa a não ser contato físico porque os olhos dizem o que todo o resto do corpo quer fazer.


Tínhamos pensamentos muito parecidos, formas de ver a vida semelhantes e até o signo igual (ok, não ligo para isto, mas fica bonitinho e romântico isto no contexto). 

Ai chegou o dia dos namorados e eu não sabia o que fazer. Como não definimos nossa relação a nada eu achei que não dava para pressionar. Ele vinha de traumas, mágoas recentes, problemas com ex e eu vinha de muito tempo sozinha e achei que seria muito exagerado comprar algo para ele.

Só que ai eu estava passeando pelas lojinhas do lado do meu serviço e não resisti. Parei e comprei. Com a lembrancinha comprada e guardada devidamente pensei " se ele merecer ele ganha, senão fica para mim" mas morrendo de vontade que ele fosse um bom garoto.

Como fazíamos o mesmo curso e curiosamente o dia dos namorados caiu exatamente no dia do nosso curso, criei uma expectativa (querendo ou não) de que de lá iríamos comemorar de alguma forma.

Na saída do curso ele já veio todo molenguinho:

" - Déo estou tãaaao cansado!"
 - É Ju?
" - É e ainda tenho que voltar para o escritório para terminar um relatório gigante" 
- pausa para o tooooooiiiiiiiiiinnnnnnn - 
" - E ainda terei que chegar cedinho amanhã lá no trabalho para fazer mais alguns relatórios"
- sei, mas amanhã não é sábado no seu calendário?
" - É Deo e no seu também, mas não posso bobear lá na empresa..."

O resultado foi voltar para casa frustrada.
Ele sumiu por uns dias depois disto e eu como não sabia qual era a nossa deixei para lá. Confesso que deixei o presente embrulhadinho por mais duas semanas na espera que no final deste período turbulento ele finalmente poderia me encontrar e eu entregar o presente.

O que não aconteceu porque depois deste relatório, surgiu uma viagem a trabalho e foi que ficamos mais ou menos um mês sem nos ver.

Antes de dar um mês decidi me dar aquele presente. É lindo, combina comigo, mas confesso que toda vez que utilizo o presente me lembro dele...

E você já passou por alguma situação parecida?
Conta pra mim!


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