29 de out de 2015

A violência contra...

Qualquer tipo de violência é um abuso.
Qualquer falta de respeito por alguém é uma violência.
Não poderia deixar de dar a minha humilde opinião, e, por ser uma opinião minha não garante que ela seja a melhor dos mundos e nem a certa. É naquilo em que eu acredito.

Os homens (infelizmente em sua maioria) andam do jeito que querem, coçam o saco, mexem no saco como se fosse o troféu deles (e muitas vezes é só isto que os premia), arrotam, peidam, se gabam de tudo o que faz com a mulher na intimidade e ainda chamam suas namoradas, esposas, peguetes, noivas de cachorra. E ninguém, absolutamente ninguém, os julgam.

Estes mesmos homens, que se inspiram nos homens das cavernas ainda, quando veem uma mulher bonita, ou bem arrumada, ou de saia, ou de vestido ou de burca se dão ao direito de falarem ou apenas utilizarem sons inexplicáveis neste texto como se fossem próximos, amigos, "chapas" destas mulheres que apenas passam ao lado deles na rua.

Estas mulheres (felizmente em sua maioria), que usam a roupa que querem, que não coçam e nem ficam mexendo em suas suas partes íntimas na rua, não arrotam, não peidam em público, quando xingam são julgadas e não chamam seus namorados, noivos, maridos de nomes vulgares são julgadas pelo simples fato de saírem na rua. Pelo simples fato de terem seu livre-arbítrio e poderem escolher a roupa que querem usar "tá vendo, andando assim ninguém vai te respeitar".

Estou utilizando do artifício da generalização para poder me expressar melhor. 
E talvez, por isto, eu seja má interpretada.

Eu sou mulher, a personagem criada neste blog é mulher e não importa a roupa que eu uso, não importa se sou bonita ou feia, se sou santa ou se sou atirada, sofro quase todos os dias assédio por parte dos homens que não me conhecem, mas que querem soltar um "ô delícia" ou qualquer outra palavra deste tipo e quando revido eles fingem que não era comigo ou dizem que eu sou louca.

Eu não sofri, assim como algumas amigas queridas, assédio por parte de familiares, padrasto ou qualquer amigo da família que chega e começa a aproveitar do espaço que lhe dão. Mas as pessoas queridas que eu conheço, além de sofrer o assédio, sofreram pelo silêncio que em muitas vezes foi preciso, sofreram pela culpa que sentiram por muito tempo (indevidamente) e como se não bastasse sofreram julgamentos. Psicólogos, remédios, crises de pânico, o corpo reage como pode para terntar gritar aquilo que não tem som, aquilo que corrói silenciosamente.

 
Elas fizeram e fazem muito por nós que não sofremos nem metade do que elas sofreram.Elas, de forma silenciosa foram tomando força para berrar e dizer:
"não é minha roupa que define quem eu sou, não é a minha beleza que permite ou não que você tenha atitudes inescrupulosas comigo, não é a sua força que vai mandar eu ser a sua escrava."

Volto a dizer, falta de respeito é violência.

Estou me limitando às mulheres neste texto devido a campanha no twitter do #meuprimeiroassedio (campanha apoiadíssima) e pela prova do Enem que gerou polêmicas e pelo absurdo que foi os comentários sobre a Valentina (participante do Masterchef Junior)

Eu deste lado me solidarizo com estas mulheres guerreiras e espero do fundo do meu coração que os homens que menciono aqui possam pelo menos pensar sobre o assunto. Possam imaginar as mulheres que eles respeitam passando exatamente por situações iguais a estas e quem sabe assim colocando pessoas queridas de vocês na história vocês consigam pelo menos parar de abusarem das mulheres.

E para que fique claro deixo para finalizar este texto a definição de assédio:

  1. operação militar, ou mesmo conjunto de sinais ao redor ou em frente a um local determinado, estabelecendo um cerco com a finalidade de exercer o domínio.
  2.      fig. insistência impertinente, perseguição, sugestão ou pretensão constantes em relação a alguém
    Assinado: mãe da Déo.



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