22 de mar de 2016

Eu mereço no mínimo o melhor

Por anos eu pensei que deveria ser a pessoa ideal. Aquela mulher que se encaixasse aos gostos e preferências da pessoa que eu gostava. Se ele fosse do rock eu começava a me informar mais a respeito de rock, se fosse do forró ia praticar mais a dança, se fosse tecnológico ia aprender mais sobre tecnologias.
Era a forma que eu encontrava de estar presente em seus momentos e poder compartilhar, de me fazer uma boa companhia. Não me violentava, mas se era um tema que eu curtia, por que não me informar mais?
O cara por sua vez não movia uma agulha por mim. Não abdicava de mais tempo para estar comigo, não trocava um compromisso dele por mim, nada nada.... era como se eu fosse uma opção do momento.

Foram anos assim. Ai cheguei a conclusão que eu precisava ser eu. Que eu precisava colocar meus limites, meus pingos nos "i"s. Fiquei sozinha muito tempo. Parecia que estava invisível para o mundo e para os homens. Comecei a rever o que havia decidido. Talvez devesse dar uma chance para as casualidades.
Voltei aos casos tortos, casos sem propósito. Casos onde só eu apostava. Sozinha. Inutilmente.
E foi ai na casualidade que vi que devo continuar meu caminho, fazendo o meu e atraindo pra mim aquilo que faz sentido. Sempre vai existir o cara ideal e ele não será perfeito, mas ele vai notar o quanto você está aprendendo sobre os assuntos que ele mais gosta, vai notar também que você adora cafuné enquanto assiste TV ou que detesta que ele fique balançando o pé ansioso debaixo da mesa.
Será o mesmo que pode não entender o que você quer dizer quando está nervosa, mas que em um abraço te fará acalmar a alma sem dizer uma palavra.
Se cada um de nós formos nós mesmos a vida se torna mais autêntica e consequentemente os relacionamentos também. Não precisamos agradar, precisamos ser. Não precisamos surpreender, precisamos acolher do nosso jeito e isto será o bastante para qualquer relação madura.
Pode parecer utópico para você que já passou por poucas e boas, mas será que você foi sempre você mesmo na relação? Reflita e me conte aqui o que descobriu. Tenho certeza que poderá descobrir coisas muito surpreendentes sobre você mesmo. 

23 de fev de 2016

Se não rolou, não é para rolar!





 

Assumo o sumiço.
Não casei, não estou num relacionamento fantástico, nem muito menos pararam de aparecer beliscos sem noção. Isso continua firme e forte em minha vida...(ainda tenho muitas histórias para contar).

Mas a vida vai nos ensinando que quanto menos apego, mais fluidez. E eu parei de me cobrar de tudo, inclusive de escrever o tempo todo para contar histórias divertidas para quem lê e para quem passa (depois de um tempo é engraçado).

Neste período "sabático" aprendi muito mais de mim e descobri que o problema todo é o quanto que a gente deposita no outro a felicidade. No quanto a gente acha que tendo um cara bacana a vida se torna tudo. Com certeza o amor nos deixa mais doce, mas não podemos considerar a felicidade apenas com isto.

O amor está na gente, está em nos aceitarmos e considerarmos aprendizado quando algo sai errado. O cara não te quis? Que bom! Ia ser uma encrenca danada! Deus sabe o que faz. O Universo sempre conspira a favor e se não rolou: não é para rolar.

Quantas vezes fiquei irritada quando disseram isto para mim? E quantas vezes depois de passar pelo pé na bunda eu agradeci: ainda bem que deu errado. Então o que dá errado pode ser a melhor coisa que te aconteceu. E depois vira história aqui! 

E você vem e me conta o que não aconteceu ou aconteceu errado! 

E juntos a gente ri! 

=)