22 de jun de 2017

Dá tapa ou dá match?

Volto aqui para falar do tema mais recorrente da minha vida: tinder!
Se eu fosse escrever um livro com certeza o título seria Cai Fora do Tinder.


Como eu sei que tem gente que não conhece o tinder, darei um breve resumo - aplicativo que se instala no celular com a finalidade de você olhar fotos e dizer "sim" ou "não".

Lembra do extinto programa do Sílvio Santos onde uma pessoa colocava um fone e perguntavam para ela " - troca um carro por uma tampa de garrafa?"
E a pessoa dizia "simmmmmm"? Mais ou menos isto. Ultimamente tenho feito trocas assim! rs

Resolvi que deixaria este aplicativo no meu dispositivo móvel mesmo sem mexer muito, já que eu sempre desinstalava e instalava.

Surgiu uma pessoa que morava perto de casa. Eu, particularmente, não gosto de ter relacionamento com pessoas que morem muito perto de mim, sempre vem aquele pensamento:  - se der errado vou trombar com o infeliz todo dia aqui por perto!

Só que o sujeito escrevia bem, pareceu bducado e a foto contribuía muito positivamente. Em resumo: gostoso!

Deozinha aqui já descolada nestes aplicativos "curva de rio ponto com" conversou normalmente para ver onde ia dar. Deu no WhatsApp! Passei meu contato a ele e continuamos a conversa.

Num determinado momento perguntei onde ele morava (já que eu estava falando de onde eu morava) e ele falou um nome de uma rua num bairro próximo, mas sem entrar em detalhes e logo desconversou...Continuamos a conversar e ficamos de nos encontrar "qualquer dia destes".

A conversa era diária, o convite para sair nulo...já sabia que ele trabalhava a noite, que tinha um filho, uma ex-mulher, uma ex-namorada recente que trocou ele por outro em 15 dias, um ex-amigo, etc.

Um belo dia falei que eu estava ao lado da "casa" dele, ou seja, perto da rua que ele disse que morava:

- Sai na porta que eu passo e te dou tchau!
" - Vou subindo e você me encontra lá para cima."

Já estava nítido que ele não queria mostrar onde morava...quando nos encontramos ele entrou no carro dizendo que estava sem dinheiro, sem carteira e mal arrumado para ir em qualquer lugar.

Da hora que eu encontrei com ele até o local que fomos (uma lanchonete lá por perto) ele foi reclamando de tudo, mas eu achei muito engraçado o modo dele reclamar e não me incomodei.

Chegando no lugar ele despencou de histórias (das piores) sobre a vida dele. Sabe quando você sente que a pessoa está falando isto para ver se você vai querer mesmo continuar a conversa? E soltou uma infinidade de acontecimentos e situações que resumiam em ele ser pobre, apaixonado pela ex-namorada, ter dívidas e viver ilegalmente onde morava.

Na hora de deixa-lo em casa ele aponta para uma rua sem saída completamente escura e diz: " - moro ali, mas eu desço aqui que é melhor para você."

Gente pensa numa pessoa em rota de fuga? Pensaram? Tripliquem! Era eu saindo dali, porque da forma que ele falou eu já pensei que iam aparecer uns três ou quatro armados pronto para me assaltarem!


Se eu me assustei? Claro. É o primeiro encontro. Surge uma expectativa. O cara reclama de uma infinidade de coisas, depois fala da vida dele como se fosse filme de ação com suspense e não me deixa falar nada...

Repensei na experiência e decidi que não ia agir diferente com ele por conta disto, até mesmo porque se a intenção era me assustar eu não ia dar o meu bracinho a torcer.

Ele começou a não responder mais as mensagens...entendi o recado e parei também. Uma semana depois ele surge do "nada" e pede para que eu converse com ele naquela hora. Eu trabalhando levei um tempo para responder. Entre este tempo  e eu responde-lo ele me bloqueou - do face e do WhatsApp.

Agora eu pergunto - o problema está em mim? Talvez nos dedos podres que eu tenho, mas gente, é cada enrosco que me aparece...que eu só posso pensar que Deus tá escrevendo uma comédia na minha vida! Só pode!

Ah, só pra completar outro dia ele me desbloqueou do face e adivinhem? Mandou mensagem dizendo "saudades". Vai entender...








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