17 de jan de 2009

Déo e seus tipos

Sabe aqueles dias em que você acorda se achando a gostosa?
Eu acordei outro dia assim e decidi colocar a cara no mundo...fui fazer minha caminhada no parque perto de casa.
Na primeira volta dei de cara com um "gajo" bonitão e charmoso que andava com seu cão, pensei "hoje este é meu"! Ele não teve dúvidas em se aproximar e começar uma conversa.

- "Oi, nunca te vi por aqui, meu nome é Marcos e o seu?"
- Deodora, prazer, nunca te vi por aqui também
- " Vamos sentar um pouco?"
- Claro!

A história era perfeita: um homem atraente, uma boa conversa, inteligente e muito mas muuuito interessado! Conversamos por muito tempo, falamos sobre muitos assuntos, ele trabalhava com gastronomia, tinha a mesma idade, ou seja, tudo para dar certo.

Trocamos telefones e marcamos para aquele mesmo dia uma saída para conversarmos mais um pouco.
Fiquei encantada com a conversa e mais tarde Marcos ligou "a cobrar" para a minha residência...embora eu não tenha gostado decidi atender ao telefone o que eu considero um erro, mas fico cega, surda e muda quando me encanto.

Combinamos o encontro da noite com uma observação - eu o pegaria em sua casa, pois ele não tinha carro. A história do carro era a seguinte: ele tinha sofrido um acidente de carro quando mais novo e depois disto não quis mais comprar carro para poder investir em estudos.

Saímos, conversamos, ficamos, conversamos mais um pouco, ficamos de novo, ele pagou a conta (tinha saído uns R$10,00 no máximo) e eu o deixei em sua casa...

"Não era o fim" - pensei

Em 2, 3 dias ele já estava me pedindo em namoro, chamando de meu amor, mas também pediu para que eu tivesse paciência, pois ele estava num momento difícil na vida profissional - Momento difícil na vida profissional = ele não estava trabalhando na área, estava desempregado e de vez em quando aparecia um evento para fazer, mas era um dia aqui e outro daqui dois meses. Como eu, estava num momento carente topei a situação dando um crédito para ele.

Os dias foram passando e ele continuou ligando a "cobrar" até o dia que eu pedi para ele comprar um cartão telefônico (sim, ele não usava celular também). 

Quando saíamos era sempre o mesmo discurso: que o mundo estava contra ele e que ele não desistiria de conseguir chegar onde queria. Onde era mesmo? Não lembro, acho que ele queria ser alguém na vida. Eu penso da seguinte forma: quem quer vai a luta: trabalha no shopping como vendedor, arranja emprego em supermercado, vende purificador de água, sei lá, dá um jeito para conseguir alguma grana e ir atrás dos seus objetivos!

Ele não. Ele trabalharia somente se fosse perto da casa dele e se ele pudesse ir ou apé ou de bike. Se recusava a usar ônibus ou metrô, não ia em festa se não fosse de classe e de rico e dizia ele que só tinha amigos ricos. O sujeito morava no Itaim Bibi - bairro bom em SP.

Eu comecei a procurar empregos para ele e ligava para dizer qual era a vaga em qual endereço e tal (sim, meu máximo da tolerância foi utilizada com ele). Cheguei a passar uns números de telefone de contatos importantes que eu arrumei através de uma amiga e ele pediu para que eu anotasse os números  porque ele estava sem caneta e não dava para anotar. Vontade nenhuma em trabalhar...aquilo foi me consumindo.

Mas o limite para mim foi no dia que íamos à casa de amigos meus para um almoço. Ficamos de comprar tudo para o almoço, ficamos não, eu fiquei.

Tive que buscá-lo em casa (ele não andava de ônibus lembra?), tive que comprar tudo (e pagar) e ainda na hora de ir embora da casa dos amigos ele queria ir ao motel, só que eu teria que pagar.

- "Como é? Pagar o motel? Déo? E você? Foi?" (Bete, Patty, Fabi e Gaby me perguntando)

- Claro que não, deixei ele em casa dizendo que estava cansada demais...e não liguei mais. Só que ele me ligou no dia seguinte e eu falei umas verdades. Como ele era todo dramático disse que eu estava brincando com os seus sentimentos, chorou, esperneou, berrou no telefone, falou que eu estava partindo o coração dele. E detalhe - isto tinha acontecido em apenas duas semanas, não durou mais do que isto.

Ah, e sabem o cão do começo da história? 
Não era dele não, era de um amigo que estava viajando e que pagava todas as despesas do cão mais um valor adicional para ele, por ele estar cuidando...

"- Cai fora Deodora!!!!!" - (Bete, Patty, Fabi e Gaby nos meus ouvidos)

Reações:

3 comentários:

Essa Déo não tem jeito mesmo!! Se mete em cada enrosco rsrsrsrs
Mas ela esta certa, tem que se jogar mesmo!!!
Assim qdo ela conhecer o cara certo, ela sera bem recompensada!!!!!!

Acho que Déo deu uma chance para ela mesma, no momento que achou ser o dela. Deu oportunidade de conhecer alguém, mesmo que este alguém seje diferente daquilo que procurava, mas sem saber, graças a ele, ela saberá o que não quer para sua vida, e que não se deixa enganar,e que ainda busca ser feliz. Porque apesar da dificuldade nos relacionamentos e a carência bater, ela, como mesmo disse, antes de tudo é alguém, é mulher, inteligente, bonita,independente... que sabe o que quer, e que não se contenta com pouco.
E acho que tem que ser assim, pois todo mundo tem o que merece. Basta não desistirmos de sermos felizes e aprender com os erros.

Déo, essas histórias rendem posts muito criativos, e também, nos fazem aprender, cair, levantar, aprender, cair, levantar! É assim a vida!

Beijos!