2 de mar de 2017

Crush virtual

Estava lendo outro dia blogs que falam sobre quem está solteiro/procurando. Gente!!! Há uma infinidade de mulheres e homens sozinhos/procurando, então se tem tanta gente sozinha, por que ninguém se encontra????

Não é possível isso. Cheguei a pensar naquela velha frase dos mais antigos "você deve estar procurando nos lugares errados!" mas com a modernidade a gente nem precisa sair de casa para encontrar alguém, a internet ajuda de forma bem rápida e fácil.

Basta a gente cadastrar nossa foto nos app de relacionamento e uma infinidade de tipos - dos mais exóticos aos mais normais aparecem com um leque de opções, propostas e afins.

Isto me fez lembrar do Dr Mistério. Apelidei ele assim. 
Começa que desconfio de pessoas que só colocam uma foto no perfil do aplicativo, sempre me passa a impressão de que elas não são as pessoas das fotos. Depois que ele não tinha o nome, apenas um apelido, perguntei se ele tinha Facebook e ele disse que tinha, mas não usava, perguntei o bairro onde morava e disse uns dois ou três...

Conversamos bastante pelo próprio tinder e dito por ele estava saindo de férias por isto pediu educadamente para eu passar o número do meu WhatsApp.

Nossas conversas demoravam horas para serem concluídas, pois ele começava um assunto e respondia 3 horas depois com um "ah", "sei", "entendi", "aham" e muitas vezes não tinha final, pois ele sumia e voltava apenas no outro dia dizendo que havia dormido.

Desconfio até hoje que ele era casado. Suas fotos eram de carros, paisagens, engarrafamento (sim, engarrafamento) e outras opções bizarras para serem colocadas em perfil de WhatsApp.

Chegava final de semana ele sumia, aparecendo apenas no domingo à noite dizendo que tinha dormido muito. 

Um dia me cansei: 
Dr Mistério é o seguinte você aparece quando bem entende, não coloca foto do seu perfil, não envia áudio, se bobear você é um boneco virtual que eu contratei sem querer quando a gente preencher cadastro para receber e-book e não to sabendo. Diz que iremos nos ver, mas nem tenta provar que não tem uma família imensa com filhos. Concorda que para mim fica difícil acreditar em você?

Sua resposta foi " - eu não sou uma farsa, não mesmo" e curiosamente sua foto de perfil some...

Agora pergunta se eu tenho coragem de contar para alguém que eu tive um crush imaginário? Xiuuuu, não conta para ninguém não!

22 de mar de 2016

Eu mereço no mínimo o melhor

Por anos eu pensei que deveria ser a pessoa ideal. Aquela mulher que se encaixasse aos gostos e preferências da pessoa que eu gostava. Se ele fosse do rock eu começava a me informar mais a respeito de rock, se fosse do forró ia praticar mais a dança, se fosse tecnológico ia aprender mais sobre tecnologias.
Era a forma que eu encontrava de estar presente em seus momentos e poder compartilhar, de me fazer uma boa companhia. Não me violentava, mas se era um tema que eu curtia, por que não me informar mais?
O cara por sua vez não movia uma agulha por mim. Não abdicava de mais tempo para estar comigo, não trocava um compromisso dele por mim, nada nada.... era como se eu fosse uma opção do momento.

Foram anos assim. Ai cheguei a conclusão que eu precisava ser eu. Que eu precisava colocar meus limites, meus pingos nos "i"s. Fiquei sozinha muito tempo. Parecia que estava invisível para o mundo e para os homens. Comecei a rever o que havia decidido. Talvez devesse dar uma chance para as casualidades.
Voltei aos casos tortos, casos sem propósito. Casos onde só eu apostava. Sozinha. Inutilmente.
E foi ai na casualidade que vi que devo continuar meu caminho, fazendo o meu e atraindo pra mim aquilo que faz sentido. Sempre vai existir o cara ideal e ele não será perfeito, mas ele vai notar o quanto você está aprendendo sobre os assuntos que ele mais gosta, vai notar também que você adora cafuné enquanto assiste TV ou que detesta que ele fique balançando o pé ansioso debaixo da mesa.
Será o mesmo que pode não entender o que você quer dizer quando está nervosa, mas que em um abraço te fará acalmar a alma sem dizer uma palavra.
Se cada um de nós formos nós mesmos a vida se torna mais autêntica e consequentemente os relacionamentos também. Não precisamos agradar, precisamos ser. Não precisamos surpreender, precisamos acolher do nosso jeito e isto será o bastante para qualquer relação madura.
Pode parecer utópico para você que já passou por poucas e boas, mas será que você foi sempre você mesmo na relação? Reflita e me conte aqui o que descobriu. Tenho certeza que poderá descobrir coisas muito surpreendentes sobre você mesmo. 

23 de fev de 2016

Se não rolou, não é para rolar!





 

Assumo o sumiço.
Não casei, não estou num relacionamento fantástico, nem muito menos pararam de aparecer beliscos sem noção. Isso continua firme e forte em minha vida...(ainda tenho muitas histórias para contar).

Mas a vida vai nos ensinando que quanto menos apego, mais fluidez. E eu parei de me cobrar de tudo, inclusive de escrever o tempo todo para contar histórias divertidas para quem lê e para quem passa (depois de um tempo é engraçado).

Neste período "sabático" aprendi muito mais de mim e descobri que o problema todo é o quanto que a gente deposita no outro a felicidade. No quanto a gente acha que tendo um cara bacana a vida se torna tudo. Com certeza o amor nos deixa mais doce, mas não podemos considerar a felicidade apenas com isto.

O amor está na gente, está em nos aceitarmos e considerarmos aprendizado quando algo sai errado. O cara não te quis? Que bom! Ia ser uma encrenca danada! Deus sabe o que faz. O Universo sempre conspira a favor e se não rolou: não é para rolar.

Quantas vezes fiquei irritada quando disseram isto para mim? E quantas vezes depois de passar pelo pé na bunda eu agradeci: ainda bem que deu errado. Então o que dá errado pode ser a melhor coisa que te aconteceu. E depois vira história aqui! 

E você vem e me conta o que não aconteceu ou aconteceu errado! 

E juntos a gente ri! 

=)

29 de out de 2015

A violência contra...

Qualquer tipo de violência é um abuso.
Qualquer falta de respeito por alguém é uma violência.
Não poderia deixar de dar a minha humilde opinião, e, por ser uma opinião minha não garante que ela seja a melhor dos mundos e nem a certa. É naquilo em que eu acredito.

Os homens (infelizmente em sua maioria) andam do jeito que querem, coçam o saco, mexem no saco como se fosse o troféu deles (e muitas vezes é só isto que os premia), arrotam, peidam, se gabam de tudo o que faz com a mulher na intimidade e ainda chamam suas namoradas, esposas, peguetes, noivas de cachorra. E ninguém, absolutamente ninguém, os julgam.

Estes mesmos homens, que se inspiram nos homens das cavernas ainda, quando veem uma mulher bonita, ou bem arrumada, ou de saia, ou de vestido ou de burca se dão ao direito de falarem ou apenas utilizarem sons inexplicáveis neste texto como se fossem próximos, amigos, "chapas" destas mulheres que apenas passam ao lado deles na rua.

Estas mulheres (felizmente em sua maioria), que usam a roupa que querem, que não coçam e nem ficam mexendo em suas suas partes íntimas na rua, não arrotam, não peidam em público, quando xingam são julgadas e não chamam seus namorados, noivos, maridos de nomes vulgares são julgadas pelo simples fato de saírem na rua. Pelo simples fato de terem seu livre-arbítrio e poderem escolher a roupa que querem usar "tá vendo, andando assim ninguém vai te respeitar".

Estou utilizando do artifício da generalização para poder me expressar melhor. 
E talvez, por isto, eu seja má interpretada.

Eu sou mulher, a personagem criada neste blog é mulher e não importa a roupa que eu uso, não importa se sou bonita ou feia, se sou santa ou se sou atirada, sofro quase todos os dias assédio por parte dos homens que não me conhecem, mas que querem soltar um "ô delícia" ou qualquer outra palavra deste tipo e quando revido eles fingem que não era comigo ou dizem que eu sou louca.

Eu não sofri, assim como algumas amigas queridas, assédio por parte de familiares, padrasto ou qualquer amigo da família que chega e começa a aproveitar do espaço que lhe dão. Mas as pessoas queridas que eu conheço, além de sofrer o assédio, sofreram pelo silêncio que em muitas vezes foi preciso, sofreram pela culpa que sentiram por muito tempo (indevidamente) e como se não bastasse sofreram julgamentos. Psicólogos, remédios, crises de pânico, o corpo reage como pode para terntar gritar aquilo que não tem som, aquilo que corrói silenciosamente.

 
Elas fizeram e fazem muito por nós que não sofremos nem metade do que elas sofreram.Elas, de forma silenciosa foram tomando força para berrar e dizer:
"não é minha roupa que define quem eu sou, não é a minha beleza que permite ou não que você tenha atitudes inescrupulosas comigo, não é a sua força que vai mandar eu ser a sua escrava."

Volto a dizer, falta de respeito é violência.

Estou me limitando às mulheres neste texto devido a campanha no twitter do #meuprimeiroassedio (campanha apoiadíssima) e pela prova do Enem que gerou polêmicas e pelo absurdo que foi os comentários sobre a Valentina (participante do Masterchef Junior)

Eu deste lado me solidarizo com estas mulheres guerreiras e espero do fundo do meu coração que os homens que menciono aqui possam pelo menos pensar sobre o assunto. Possam imaginar as mulheres que eles respeitam passando exatamente por situações iguais a estas e quem sabe assim colocando pessoas queridas de vocês na história vocês consigam pelo menos parar de abusarem das mulheres.

E para que fique claro deixo para finalizar este texto a definição de assédio:
  1. operação militar, ou mesmo conjunto de sinais ao redor ou em frente a um local determinado, estabelecendo um cerco com a finalidade de exercer o domínio.
  2.      fig. insistência impertinente, perseguição, sugestão ou pretensão constantes em relação a alguém
    Assinado: mãe da Déo.



5 de ago de 2015

Antes de "não curtir"

Atendendo a pedidos vou contar a história do post anterior "não curti".
Nós estudávamos na mesma sala. Estudos aleatórios. Não era faculdade. Nem curso de idiomas. Era um curso alternativo sobre terapias holísticas.

Neste curso, com duração de dois meses, aprenderíamos algumas técnicas e teríamos um estágio a ser cumprido no final. Quando cheguei na sala eu não gostei dele logo de cara. Achei tudo, menos uma pessoa interessante.

No estágio ele já estava trabalhando na sala e eu era "café com leite".
Ao final do curso tivemos a confraternização e adivinha quem veio puxar conversa e pedir meu telefone? 
Bingo!

Assim que passei meu número pensei: este cara vai ficar no meu pé. E por algum tempo ele até puxou papo no "zap", mas eu não dava muita trela. Achava ele meio arrogante, não era meu tipo e nem meu estilo. Só que uma vez nos encontramos coincidentemente numa casa noturna.

A partir dai, eu comecei a mudar minha percepção sobre ele. Algo dentro de mim mudou, mas não de repente, foi aos poucos. Nos nossos encontros no espaço zen começamos a conversar mais, trocar ideias, contar nossas histórias, etc.

Ele veio de um casamento traumático, dois filhos. Ela quem saiu de casa porque traiu a confiança dele. Família inteira ficou mal e ele me disse que estava em busca de um novo amor. Que havia se encontrado no caminho do bem e que focaria suas forças nisto.

Achei ele sincero, sensível e decidido no que queria. Ele também deu a entender que eu precisava me abrir mais às oportunidades da vida e que tinha gente ao meu lado disponível que eu não via. Sempre atencioso. Sempre bom ouvinte. Sempre disposto (pelo menos em palavras) a me ajudar.

Isto foi me conquistando. Fui me sentindo realmente amparada e começamos a sair juntos, como bons amigos. Destas saídas para acabarmos ficando foi um pulo. E foi muito bom! 

Porém fazendo jus ao nome do blog, tudo que é bom nem sempre dura e a partir dai ficou difícil termos dias disponíveis para sair: encontrávamos 1 vez por semana no espaço zen (a trabalho), mas chegava final de semana e nunca era possível nos encontrarmos: curso, trabalho dele (trabalha aos finais de semana), filhos, acompanhar a mãe em médicos, etc.

 
 Como no início de tudo eu não queria nada, rolou um sentimento de culpa e eu fui levando a situação de boa, devagar e compreensivamente. Até chegar o ponto dele não me responder mais mensagens na hora e só me retornar dias e dias depois. Tratar com pouca atenção e dizer que a vida dele era assim: atribulada e corrida.
Diante desta afirmação entendi como sendo um fora e fiquei na minha. 


De lá pra cá nunca mais falamos e quando ele se manifesta é através de curtidas no meu facebook. 

Foi por isto que desabafei semana passada com vocês porque ainda está recente e qualquer manifestação dele faz meu coração pular de forma descompassada. 

E porque de certa forma é uma maneira dele me dizer "estou por aqui".





29 de jul de 2015

Não curti!


Você (neste caso eu) faz um esforço danado para não olhar a página do ex-belisco, para não saber nada dele, não vai no perfil, tira o "seguir" do face para não aparecer nada, absolutamente nada de atualização, desmarca as fotos para quando o face relembrar não aparecer vocês. Porque o face é mestre em mostrar aquilo que a gente não quer ver. Voltando, faz uma reorganização da vida facebookiana para nada te abalar. E segue firme e forte, ou como dá para seguir, não tão firme, nem tão forte...
 
E quando tudo parece estar claro, quando você já entendeu que as coisas são assim, que simplesmente não rolou, que a vontade em dar certo tem que ser dos dois lados e não só do seu e que você tem que ir até aonde pode e não até aonde quer porque é uma decisão mútua para dar certo, o sujeito reaparece das cinzas curtindo um post seu.

" - Ai Deo, todo mundo curte post aleatório no face, desencana!" 
Vocês tem razão, mas este sujeito não. Ele quase não entra na internet, não curte quase postagens, não sabe mexer com tecnologias e por fim poderia aparecer de outras formas, mas não. Ele resolveu aparecer da forma mais padrão do mundo: curtindo uma postagem minha. 
E não foi uma postagem qualquer, foi aquelas reflexivas, aquelas que a gente se expõe ao mundo de uma forma leve, mas que tá tudo lá escancarado sobre você. Só falta colocar ao lado - assinado Deodora Mendonça!

Não uso palavrões aqui porque como uma leitora diz este blog é de família, mas poxa é "phoda". Eu to aqui tentando levar na esportiva, achando que tudo bem ter dado errado (outra hora conto como foi) e ai ele vem e reaparece de alguma forma, mostra que embora não entre nunca na internet ele está passando na minha página e lendo o que eu escrevo e curtindo

Isso me desestrutura, perco o foco, qual era mesmo o foco? 
Ah tá esquece-lo...mas ele inverte tudo e foi só um curtir no face...
Ai gente parei, tá? 
Já voltei a terra e começando o processo todo de novo!
Só vim aqui desabafar e até perguntar: o que vocês fazem para isso passar?