10 de ago de 2017

A tal da maturidade...

Na minha vida inteira eu idealizei alguém para mim. Fui ao dicionário para saber exatamente o significado da palavra "idealizar"  -
"imaginar(-se) de maneira ideal ou criar na imaginação; fantasiar, imaginar idear."


Seguindo esta linha de raciocínio eu, Deodora Mendonça, criei na minha imaginativa cabecinha o que seria o homem perfeito. Ele tinha uma lista infinita de qualidades, mas confesso que eram mais atributos físicos do que qualquer outra coisa. Que fosse alto, lindo, tipo atlético, perfeito, gostoso, bom de beijo, pegada etc, etc, etc...

E para ajudar eu sempre queria os mais novinhos...sabe como é né? Não dá tanto trabalho, te trata como uma deusa e ainda por cima a gente acaba tomando as rédeas da relação...só que não! Não existem apenas as coisas boas deste tipo de relacionamento. Eles não tem algo que a vida pede num determinado momento e que é a tal da maturidade.

Ok, um parênteses: nem todo novinho é imaturo, mas quando a gente tem uma margem de 10 anos para baixo da nossa fica puxado encontrar um homem maduro (risos).

T
enho um pergaminho de novinhos sem noção. Inclusive aconteceu uma coisa muito curiosa em um dos casos. O cara me conheceu em algum app de relacionamento, mas como demorou muito para me convidar para sair, desencanei.

Deletei ele dos lugares que havia adicionado e vocês acreditam que tempos depois ele me achou no Facebook, depois num outro app e mais para frente no WhatsApp e mandou praticamente a mesma mensagem? Em épocas diferentes? Em todas ele dizia que eu era linda demais e que ele gostaria muito de me conhecer. 

Vocês devem estar pensando: " - Deo, larga de ser ingênua, ele fez tipo!" pior que não gente ele é lesado messssssssmo. Na primeira mensagem eu falei que já havíamos nos trombado nas redes sociais...ele me respondeu " - sério? nossa então eu gostei mesmo de você " nas outras eu simplesmente ignorei...

Bom Déo, volta pro foco do tema né...a idealização! Esta danada cria na nossa cabeça o que queremos e ai a gente vai brigar com os outros quando eles não são o que imaginamos, sem nos darmos conta de que é tudo coisa da nossa mente.

O tempo passa, a gente começa a refletir no que realmente vale à pena, no que realmente queremos para a nossa vida. Avaliamos se é legal um modelo ao nosso lado apenas desfilando com a gente ou alguém que de fato esteja com a gente na parceria!

No meio destes pensamentos todos acabei percebendo que a maturidade que eu tanto estava procurando nos outros, chegou em mim e por isto que um rostinho bonito já não me anima mais. Posso amar um corpo atlético, um ombrão, rostinho de TV, mas ele precisa sair da telinha e provar para mim que tem muito mais a oferecer além de sua linda forma física...

E é por isto que eu vim aqui...para compartilhar este meu momento deo-talvez-agora-esteja-madura-e-espero-que-não-caia-do-pé quem sabe mais belezuras não se animem a pensar assim?




22 de jun de 2017

Dá tapa ou dá match?

Volto aqui para falar do tema mais recorrente da minha vida: tinder!
Se eu fosse escrever um livro com certeza o título seria Cai Fora do Tinder.

Como eu sei que tem gente que não conhece o tinder, darei um breve resumo - aplicativo que se instala no celular com a finalidade de você olhar fotos e dizer "sim" ou "não".

Lembra do extinto programa do Sílvio Santos onde uma pessoa colocava um fone e perguntavam para ela " - troca um carro por uma tampa de garrafa?"
E a pessoa dizia "simmmmmm"? Mais ou menos isto. Ultimamente tenho feito trocas assim! rs

Resolvi que deixaria este aplicativo no meu dispositivo móvel mesmo sem mexer muito, já que eu sempre desinstalava e instalava.

Surgiu uma pessoa que morava perto de casa. Eu, particularmente, não gosto de ter relacionamento com pessoas que morem muito perto de mim, sempre vem aquele pensamento:  - se der errado vou trombar com o infeliz todo dia aqui por perto!

Só que o sujeito escrevia bem, pareceu bducado e a foto contribuía muito positivamente. Em resumo: gostoso!

Deozinha aqui já descolada nestes aplicativos "curva de rio ponto com" conversou normalmente para ver onde ia dar. Deu no WhatsApp! Passei meu contato a ele e continuamos a conversa.

Num determinado momento perguntei onde ele morava (já que eu estava falando de onde eu morava) e ele falou um nome de uma rua num bairro próximo, mas sem entrar em detalhes e logo desconversou...Continuamos a conversar e ficamos de nos encontrar "qualquer dia destes".

A conversa era diária, o convite para sair nulo...já sabia que ele trabalhava a noite, que tinha um filho, uma ex-mulher, uma ex-namorada recente que trocou ele por outro em 15 dias, um ex-amigo, etc.

Um belo dia falei que eu estava ao lado da "casa" dele, ou seja, perto da rua que ele disse que morava:

- Sai na porta que eu passo e te dou tchau!
" - Vou subindo e você me encontra lá para cima."

Já estava nítido que ele não queria mostrar onde morava...quando nos encontramos ele entrou no carro dizendo que estava sem dinheiro, sem carteira e mal arrumado para ir em qualquer lugar.

Da hora que eu encontrei com ele até o local que fomos (uma lanchonete lá por perto) ele foi reclamando de tudo, mas eu achei muito engraçado o modo dele reclamar e não me incomodei.

Chegando no lugar ele despencou de histórias (das piores) sobre a vida dele. Sabe quando você sente que a pessoa está falando isto para ver se você vai querer mesmo continuar a conversa? E soltou uma infinidade de acontecimentos e situações que resumiam em ele ser pobre, apaixonado pela ex-namorada, ter dívidas e viver ilegalmente onde morava.

Na hora de deixa-lo em casa ele aponta para uma rua sem saída completamente escura e diz: " - moro ali, mas eu desço aqui que é melhor para você."

Gente pensa numa pessoa em rota de fuga? Pensaram? Tripliquem! Era eu saindo dali, porque da forma que ele falou eu já pensei que iam aparecer uns três ou quatro armados pronto para me assaltarem!


Se eu me assustei? Claro. É o primeiro encontro. Surge uma expectativa. O cara reclama de uma infinidade de coisas, depois fala da vida dele como se fosse filme de ação com suspense e não me deixa falar nada...

Repensei na experiência e decidi que não ia agir diferente com ele por conta disto, até mesmo porque se a intenção era me assustar eu não ia dar o meu bracinho a torcer.

Ele começou a não responder mais as mensagens...entendi o recado e parei também. Uma semana depois ele surge do "nada" e pede para que eu converse com ele naquela hora. Eu trabalhando levei um tempo para responder. Entre este tempo  e eu responde-lo ele me bloqueou - do face e do WhatsApp.

Agora eu pergunto - o problema está em mim? Talvez nos dedos podres que eu tenho, mas gente, é cada enrosco que me aparece...que eu só posso pensar que Deus tá escrevendo uma comédia na minha vida! Só pode!

Ah, só pra completar outro dia ele me desbloqueou do face e adivinhem? Mandou mensagem dizendo "saudades". Vai entender...








2 de mar de 2017

Crush virtual

Estava lendo outro dia blogs que falam sobre quem está solteiro/procurando. Gente!!! Há uma infinidade de mulheres e homens sozinhos/procurando, então se tem tanta gente sozinha, por que ninguém se encontra????

Não é possível isso. Cheguei a pensar naquela velha frase dos mais antigos "você deve estar procurando nos lugares errados!" mas com a modernidade a gente nem precisa sair de casa para encontrar alguém, a internet ajuda de forma bem rápida e fácil.

Basta a gente cadastrar nossa foto nos app de relacionamento e uma infinidade de tipos - dos mais exóticos aos mais normais aparecem com um leque de opções, propostas e afins.

Isto me fez lembrar do Dr Mistério. Apelidei ele assim. 
Começa que desconfio de pessoas que só colocam uma foto no perfil do aplicativo, sempre me passa a impressão de que elas não são as pessoas das fotos. Depois que ele não tinha o nome, apenas um apelido, perguntei se ele tinha Facebook e ele disse que tinha, mas não usava, perguntei o bairro onde morava e disse uns dois ou três...

Conversamos bastante pelo próprio tinder e dito por ele estava saindo de férias por isto pediu educadamente para eu passar o número do meu WhatsApp.

Nossas conversas demoravam horas para serem concluídas, pois ele começava um assunto e respondia 3 horas depois com um "ah", "sei", "entendi", "aham" e muitas vezes não tinha final, pois ele sumia e voltava apenas no outro dia dizendo que havia dormido.

Desconfio até hoje que ele era casado. Suas fotos eram de carros, paisagens, engarrafamento (sim, engarrafamento) e outras opções bizarras para serem colocadas em perfil de WhatsApp.

Chegava final de semana ele sumia, aparecendo apenas no domingo à noite dizendo que tinha dormido muito. 

Um dia me cansei: 
Dr Mistério é o seguinte você aparece quando bem entende, não coloca foto do seu perfil, não envia áudio, se bobear você é um boneco virtual que eu contratei sem querer quando a gente preencher cadastro para receber e-book e não to sabendo. Diz que iremos nos ver, mas nem tenta provar que não tem uma família imensa com filhos. Concorda que para mim fica difícil acreditar em você?

Sua resposta foi " - eu não sou uma farsa, não mesmo" e curiosamente sua foto de perfil some...

Agora pergunta se eu tenho coragem de contar para alguém que eu tive um crush imaginário? Xiuuuu, não conta para ninguém não!

22 de mar de 2016

Eu mereço no mínimo o melhor

Por anos eu pensei que deveria ser a pessoa ideal. Aquela mulher que se encaixasse aos gostos e preferências da pessoa que eu gostava. Se ele fosse do rock eu começava a me informar mais a respeito de rock, se fosse do forró ia praticar mais a dança, se fosse tecnológico ia aprender mais sobre tecnologias.
Era a forma que eu encontrava de estar presente em seus momentos e poder compartilhar, de me fazer uma boa companhia. Não me violentava, mas se era um tema que eu curtia, por que não me informar mais?
O cara por sua vez não movia uma agulha por mim. Não abdicava de mais tempo para estar comigo, não trocava um compromisso dele por mim, nada nada.... era como se eu fosse uma opção do momento.

Foram anos assim. Ai cheguei a conclusão que eu precisava ser eu. Que eu precisava colocar meus limites, meus pingos nos "i"s. Fiquei sozinha muito tempo. Parecia que estava invisível para o mundo e para os homens. Comecei a rever o que havia decidido. Talvez devesse dar uma chance para as casualidades.
Voltei aos casos tortos, casos sem propósito. Casos onde só eu apostava. Sozinha. Inutilmente.
E foi ai na casualidade que vi que devo continuar meu caminho, fazendo o meu e atraindo pra mim aquilo que faz sentido. Sempre vai existir o cara ideal e ele não será perfeito, mas ele vai notar o quanto você está aprendendo sobre os assuntos que ele mais gosta, vai notar também que você adora cafuné enquanto assiste TV ou que detesta que ele fique balançando o pé ansioso debaixo da mesa.
Será o mesmo que pode não entender o que você quer dizer quando está nervosa, mas que em um abraço te fará acalmar a alma sem dizer uma palavra.
Se cada um de nós formos nós mesmos a vida se torna mais autêntica e consequentemente os relacionamentos também. Não precisamos agradar, precisamos ser. Não precisamos surpreender, precisamos acolher do nosso jeito e isto será o bastante para qualquer relação madura.
Pode parecer utópico para você que já passou por poucas e boas, mas será que você foi sempre você mesmo na relação? Reflita e me conte aqui o que descobriu. Tenho certeza que poderá descobrir coisas muito surpreendentes sobre você mesmo. 

23 de fev de 2016

Se não rolou, não é para rolar!





 

Assumo o sumiço.
Não casei, não estou num relacionamento fantástico, nem muito menos pararam de aparecer beliscos sem noção. Isso continua firme e forte em minha vida...(ainda tenho muitas histórias para contar).

Mas a vida vai nos ensinando que quanto menos apego, mais fluidez. E eu parei de me cobrar de tudo, inclusive de escrever o tempo todo para contar histórias divertidas para quem lê e para quem passa (depois de um tempo é engraçado).

Neste período "sabático" aprendi muito mais de mim e descobri que o problema todo é o quanto que a gente deposita no outro a felicidade. No quanto a gente acha que tendo um cara bacana a vida se torna tudo. Com certeza o amor nos deixa mais doce, mas não podemos considerar a felicidade apenas com isto.

O amor está na gente, está em nos aceitarmos e considerarmos aprendizado quando algo sai errado. O cara não te quis? Que bom! Ia ser uma encrenca danada! Deus sabe o que faz. O Universo sempre conspira a favor e se não rolou: não é para rolar.

Quantas vezes fiquei irritada quando disseram isto para mim? E quantas vezes depois de passar pelo pé na bunda eu agradeci: ainda bem que deu errado. Então o que dá errado pode ser a melhor coisa que te aconteceu. E depois vira história aqui! 

E você vem e me conta o que não aconteceu ou aconteceu errado! 

E juntos a gente ri! 

=)

29 de out de 2015

A violência contra...

Qualquer tipo de violência é um abuso.
Qualquer falta de respeito por alguém é uma violência.
Não poderia deixar de dar a minha humilde opinião, e, por ser uma opinião minha não garante que ela seja a melhor dos mundos e nem a certa. É naquilo em que eu acredito.

Os homens (infelizmente em sua maioria) andam do jeito que querem, coçam o saco, mexem no saco como se fosse o troféu deles (e muitas vezes é só isto que os premia), arrotam, peidam, se gabam de tudo o que faz com a mulher na intimidade e ainda chamam suas namoradas, esposas, peguetes, noivas de cachorra. E ninguém, absolutamente ninguém, os julgam.

Estes mesmos homens, que se inspiram nos homens das cavernas ainda, quando veem uma mulher bonita, ou bem arrumada, ou de saia, ou de vestido ou de burca se dão ao direito de falarem ou apenas utilizarem sons inexplicáveis neste texto como se fossem próximos, amigos, "chapas" destas mulheres que apenas passam ao lado deles na rua.

Estas mulheres (felizmente em sua maioria), que usam a roupa que querem, que não coçam e nem ficam mexendo em suas suas partes íntimas na rua, não arrotam, não peidam em público, quando xingam são julgadas e não chamam seus namorados, noivos, maridos de nomes vulgares são julgadas pelo simples fato de saírem na rua. Pelo simples fato de terem seu livre-arbítrio e poderem escolher a roupa que querem usar "tá vendo, andando assim ninguém vai te respeitar".

Estou utilizando do artifício da generalização para poder me expressar melhor. 
E talvez, por isto, eu seja má interpretada.

Eu sou mulher, a personagem criada neste blog é mulher e não importa a roupa que eu uso, não importa se sou bonita ou feia, se sou santa ou se sou atirada, sofro quase todos os dias assédio por parte dos homens que não me conhecem, mas que querem soltar um "ô delícia" ou qualquer outra palavra deste tipo e quando revido eles fingem que não era comigo ou dizem que eu sou louca.

Eu não sofri, assim como algumas amigas queridas, assédio por parte de familiares, padrasto ou qualquer amigo da família que chega e começa a aproveitar do espaço que lhe dão. Mas as pessoas queridas que eu conheço, além de sofrer o assédio, sofreram pelo silêncio que em muitas vezes foi preciso, sofreram pela culpa que sentiram por muito tempo (indevidamente) e como se não bastasse sofreram julgamentos. Psicólogos, remédios, crises de pânico, o corpo reage como pode para terntar gritar aquilo que não tem som, aquilo que corrói silenciosamente.

 
Elas fizeram e fazem muito por nós que não sofremos nem metade do que elas sofreram.Elas, de forma silenciosa foram tomando força para berrar e dizer:
"não é minha roupa que define quem eu sou, não é a minha beleza que permite ou não que você tenha atitudes inescrupulosas comigo, não é a sua força que vai mandar eu ser a sua escrava."

Volto a dizer, falta de respeito é violência.

Estou me limitando às mulheres neste texto devido a campanha no twitter do #meuprimeiroassedio (campanha apoiadíssima) e pela prova do Enem que gerou polêmicas e pelo absurdo que foi os comentários sobre a Valentina (participante do Masterchef Junior)

Eu deste lado me solidarizo com estas mulheres guerreiras e espero do fundo do meu coração que os homens que menciono aqui possam pelo menos pensar sobre o assunto. Possam imaginar as mulheres que eles respeitam passando exatamente por situações iguais a estas e quem sabe assim colocando pessoas queridas de vocês na história vocês consigam pelo menos parar de abusarem das mulheres.

E para que fique claro deixo para finalizar este texto a definição de assédio:
  1. operação militar, ou mesmo conjunto de sinais ao redor ou em frente a um local determinado, estabelecendo um cerco com a finalidade de exercer o domínio.
  2.      fig. insistência impertinente, perseguição, sugestão ou pretensão constantes em relação a alguém
    Assinado: mãe da Déo.